Cara, vamos falar a real: quem não sentiu aquela nostalgia absurda de Ragnarok Online? Pois é, o Tree of Savior nasceu justamente com a promessa de ser o sucessor espiritual daquela obra-prima, tentando capturar a mesma essência e o estilo artístico único. Só que, na prática, a gente sabe que o caminho foi bem mais tortuoso do que o esperado. O jogo chegou com um hype colossal em 2016, mas com o tempo acabou se perdendo em mecânicas confusas e uma gestão que deixou a desejar, resultando no que muitos de nós chamamos carinhosamente de flopou.
Mesmo com esse cenário melancólico, a equipe de desenvolvimento continua insistindo no erro — ou na esperança, dependendo do seu ponto de vista. No dia 1º de setembro, eles soltaram o EP18-2: Light of Deceit, uma atualização que tenta injetar sangue novo nas veias do título. O foco aqui é expandir o teto de poder, elevando o nível máximo de 550 para 560, e dando o pontapé inicial na nova temporada de Saule. É aquele movimento clássico de qualquer MMORPG que tenta manter a base de jogadores engajada: aumenta o nível, coloca conteúdo novo e espera que a galera volte.

Para quem curte buildar personagem, a novidade mais interessante são as novas classes. Os Clerics agora podem evoluir para Fanaticus, enquanto a galera dos Archers ganhou a classe Executor. A gente sabe que em jogos assim, a chegada de novas classes geralmente mexe com todo o meta, trazendo buffs inesperados ou forçando a galera a refazer builds inteiras para não ficar obsoleta nas raids. Se essas classes realmente trazem algo inovador para o gameplay ou se são apenas "mais do mesmo" com nomes diferentes, só quem está grindando agora sabe dizer.
No quesito endgame, o patch não economizou. Foram adicionadas três áreas inéditas e as Goddess Raids, especificamente as Wings of Fallen Judgement e Wings of False Radiance. O interessante é que eles implementaram modos Solo e Auto Match, facilitando a vida de quem não tem guilda ou não quer ficar horas no chat tentando montar grupo. Mas ó, não ache que é passeio no parque: o requisito é nível 560 e você só tem duas entradas semanais. É aquele grind sofrido que a gente ama odiar.

E claro, onde tem raid, tem loot. A atualização trouxe os equipamentos Goddess Dawn de nível 560, além de novos Ichor, Spaulders e Belts de Saule. Para fechar o pacote de desafio, temos o Sanctuary of Resonance, que apresenta dez estágios de combate contra o boss Zaura. Para dar aquele gás extra no equipamento, a temporada de Saule introduziu a moeda Goddess Token (Saule) e a possibilidade de aplicar a Blessing of Saule nos itens Dawn. É a receita padrão de progressão vertical para manter o jogador preso ao ciclo de recompensas.
No lado comercial, a coisa segue a mesma linha. Teve promoção de TP válida até 15 de setembro e o DLC White Tiger Package desembarcou na Steam com um desconto de 30% por duas semanas. É a tentativa desesperada de monetizar quem ainda resiste no jogo. Para quem sofre com ping alto nessas raids, a dica de ouro é usar o ExitLag com o cupom CAVERNA para garantir aquele desconto de 50% no plano anual e não morrer por causa de lag enquanto enfrenta o Zaura.

Mas agora vamos ao elefante na sala: a população. É triste, mas a verdade é que Tree of Savior atualmente registra uma média de apenas 160 jogadores simultâneos na plataforma da Valve. Para um jogo que se propõe a ser um mundo massivo, esse número é, no mínimo, alarmante. É quase um servidor privado gigante onde você encontra as mesmas pessoas todo santo dia. Comparado com titãs como World of Warcraft, o jogo parece estar respirando por aparelhos.
O problema é que, embora as atualizações continuem chegando, elas parecem não ter força suficiente para atrair novos players ou trazer de volta quem desistiu anos atrás. O estilo visual continua lindo, mas a jogabilidade parece ter estagnado em fórmulas que já não encantam mais o público moderno de PC. A sensação é de que o jogo se tornou um nicho do nicho, mantido por um grupo de sobreviventes extremamente fiéis.

No meu veredito final, Tree of Savior é um exemplo clássico de como um começo promissor pode ser desperdiçado se a direção do jogo não souber ler o mercado. O EP18-2 é um patch robusto, com conteúdo real e mecânicas de progressão sólidas, mas isso importa quando você olha para o contador de players e vê que quase não tem ninguém para dividir a experiência? É um jogo lindo, mas que parece ter perdido a alma no caminho entre a inspiração e a execução.



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