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Turok: Origins é estupidamente simples e por isso é maravilhoso

Por Redação Gamer Elite•10 de junho de 2026

Cara, vamos ser sinceros: às vezes a gente só quer desligar o cérebro depois de um dia exaustivo e explodir coisas sem ter que ler três manuais de instruções ou gerenciar uma árvore de habilidades com quinhentos nós. Foi exatamente essa a sensação que tivemos aqui na Gamer Elite ao colocar as mãos em Turok: Origins durante o Summer Game Fest 2026. Enquanto muita gente está buscando a próxima revolução narrativa ou mecânicas ultra complexas, a Saber Interactive resolveu ir na contramão e entregar algo que é, honestamente, burro como uma pedra, mas divertidíssimo.

Para dar contexto, vimos outros jogos de dinossauros no evento, como The Lost Wild, que tenta ser aquele horror de sobrevivência tenso onde você é a caça. Mas Turok: Origins não quer saber de medo; ele quer que você seja o predador com a arma mais barulhenta do mapa. É aquele tipo de shooter que não tenta reinventar a roda, mas que sabe exatamente qual é a dose de bobice necessária para prender o jogador. É o puro suco do entretenimento arcade, e eu confesso que já quero injetar esse jogo nas minhas veias agora mesmo.

Ilustração sobre Turok: Origins é estupidamente simples e por isso é maravilhoso

O jogo aposta alto no co-op, permitindo que até três jogadores formem um esquadrão para encarar missões lineares repletas de répteis gigantes e alienígenas bizarros. Não tem esse negócio de mundo aberto vazio ou quests de colher florzinha; é ir do ponto A ao ponto B matando tudo o que se move. No demo que jogamos, tivemos três classes para escolher: o Bison, que é o tanque do grupo; o Cougar, focado em dano puro (DPS); e o Raven, que é o arqueiro da galera. Cada classe traz seu próprio arsenal e habilidades, o que dá um tempero legal para a jogatina em grupo.

O Raven, por exemplo, é um personagem bem versátil, vindo com arco, laser, lançador de foguetes e até a capacidade de cuspir bolas de fogo. Parece que a Saber Interactive tentou trazer aquela vibe de hero shooter da era do Xbox 360, mas sem complicar demais as coisas. Eu escolhi o Cougar para a primeira missão, o que me deu acesso a uma espingarda bruta e um ataque especial de impacto no chão. Sabe aquele momento em que você não quer pensar em estratégia e só quer dar um tiro na cara de um raptor que saiu do mato? Pois é, esse jogo é perfeito para isso.

Cena de Turok Origins preview After 1

O feeling do tiro é aquele estilo arcade bem casual, com impactos pesados que fazem você sentir que a arma realmente tem poder. Passamos boa parte da primeira missão detonando estruturas alienígenas enquanto ondas de inimigos surgiam do nada. E claro, como qualquer jogo de dinossauro que se preze, tudo culminou em uma luta contra um T-Rex colossal. Enquanto meus parceiros de esquadrão tentavam ser táticos, jogando orbes de lentidão e escudos, eu simplesmente corri para a frente do bicho e descarreguei a espingarda na cara dele. Eficiente, bruto e absurdamente satisfatório.

A segunda missão trouxe um pouco mais de variedade, incluindo alguns trechos de plataforma usando rodas d'água gigantes como apoio. Um detalhe que achei sensacional é a possibilidade de alternar entre a visão em primeira e terceira pessoa com um único botão. Isso ajuda demais na navegação: quando eu precisava pular e me posicionar, ia para a terceira pessoa; na hora de acertar a cabeça de um pterodáctilo com a flecha, voltava para a primeira pessoa na hora. A missão fechou com outro chefe gigante que foi obliterado por foguetes, mantendo o nível de hype lá no alto.

Cena de Turok Origins preview After 2

Se você está esperando uma trama profunda, com reviravoltas filosóficas e desenvolvimento complexo de personagem, pode esquecer. A história de Turok: Origins é gloriosamente vazia. A descrição na Steam basicamente diz que você é um guerreiro lendário lutando contra dinossauros e alienígenas que querem destruir a humanidade. E quer saber? Não precisamos de mais nada. Quando o núcleo do jogo é a diversão imediata, tentar enfiar um roteiro denso só serviria para atrapalhar a carnificina.

O que mais me agradou nesse projeto da Saber Interactive é a ausência de sistemas de RPG chatos. Não tem árvore de talentos quilométrica, não tem gestão de inventário complexa e nem aquele grind infinito para conseguir um upgrade de +1% de dano. É um jogo de ação puro, feito para quem quer diversão rápida e visceral no PS5, Xbox Series X ou PC. É aquele tipo de experiência que não tenta ser a obra-prima do ano, mas que entrega exatamente o que promete sem enrolação.

Cena de Turok Origins preview After 3

No fim das contas, Turok: Origins é um sopro de ar fresco em um mercado saturado de jogos que tentam ser tudo ao mesmo tempo. Ele assume sua simplicidade com orgulho e transforma isso em sua maior virtude. É o tipo de jogo que você chama dois amigos no Discord, abre uma cerveja e passa três horas rindo enquanto explode lagartos espaciais. Se ele vai ter conteúdo suficiente para durar centenas de horas? Provavelmente não. Mas para o propósito de ser um shooter arcade frenético, ele está no caminho certo.

Meu veredito preliminar é que o jogo tem tudo para ser um sucesso entre quem sente saudade daquela era onde a diversão vinha da jogabilidade bruta e não de sistemas complexos de progressão. Se a Saber Interactive mantiver esse ritmo e não tentar 'sofisticar' o jogo demais antes do lançamento, teremos em mãos um dos títulos mais divertidos de 2026. Estou atento para ver a campanha completa e descobrir quantos outros dinossauros eu posso explodir com foguetes.

Cena de Turok Origins preview After 4

Você prefere jogos com sistemas complexos de RPG ou um shooter 'raiz' onde o único objetivo é explodir tudo? Deixe sua opinião nos comentários!

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