Olha, vou mandar a real para vocês: lidar com a Ubisoft ultimamente é como tentar jogar um jogo com lag absurdo; você acha que está progredindo, mas na verdade está só andando em círculos. A empresa resolveu soltar um teaser dizendo que "faz tempo, Ghosts!" e prometeu que, no dia 6 de agosto, teremos novidades concretas para celebrar o 25º aniversário da franquia Ghost Recon. Para quem gosta de Shooters, a notícia parece boa, mas quem me conhece sabe que eu não engulo qualquer promessa de marketing sem questionar.
O timing dessa divulgação é, no mínimo, curioso. A Ubisoft passou a última semana tentando preparar o terreno para um "ano mais silencioso" em termos de lançamentos, basicamente avisando que não esperem grandes bombas tão cedo. Aí, do nada, eles decidem dar um salve nos fãs de Ghost Recon. Parece aquela tática clássica de jogar um osso para a comunidade para distrair a gente de problemas maiores, como a situação financeira delicada da empresa e as demissões em massa que rolam na indústria, inclusive no ecossistema do Xbox.

Se a gente analisar a trajetória recente, o último jogo da série, o Ghost Recon Breakpoint, já tem sete anos de estrada. Na época do lançamento, o negócio flopou feio em termos de recepção, era um jogo sem alma e com mecânicas que não convenciam ninguém. Claro, com o tempo eles deram uns buffs e ajustaram a mão, deixando a experiência aceitável, mas a verdade é que a franquia está precisando de um sopro de vida urgente para não virar apenas uma lembrança nostálgica no PC.

Agora, vamos ao ponto que realmente dói: o remake de Splinter Cell. Eu sei que muitos de vocês, assim como eu, viram esse anúncio de Ghost Recon e pensaram: "Pô, se é o aniversário do Clancyverse, talvez eles falem do Sam Fisher!". Esqueçam. Tirem esse hype da cabeça agora mesmo. A Ubisoft tem a mania de anunciar coisas e depois deixar no limbo por eras. O remake de Splinter Cell foi anunciado lá em 2021, e desde então, o que tivemos? Praticamente nada de concreto.

A situação do Splinter Cell é deplorável. Tivemos diretores saindo da empresa para "novas aventuras", voltando depois de passar pelo Battlefield 6, e até a série animada da Netflix saiu sem o Michael Ironside, que é a voz icônica do Sam Fisher. É um desrespeito com o legado do personagem. A empresa parece que gosta de brincar com a nossa cara, postando a foto errada do personagem de propósito só para gerar engajamento através da raiva dos fãs. É patético.

Se você ainda tem esperança, lembre-se do histórico de vaporware da Ubisoft. O remake de Prince of Persia: The Sands of Time foi cancelado depois de seis anos de desenvolvimento inútil. Skull and Bones demorou seis anos a mais do que o previsto para sair e chegou sem graça. E nem me façam falar de Beyond Good and Evil 2, que está celebrando quase 20 anos de não existência. A pontualidade dessa empresa é inexistente, e eles tratam prazos como se fossem sugestões opcionais.
Para piorar, a empresa admitiu que as coisas só devem engrenar de verdade entre 2027 e 2028. Ou seja, estamos em um período de seca. Essa notícia de agosto sobre Ghost Recon pode ser apenas um conteúdo novo para os jogos atuais ou talvez um anúncio de que o novo jogo vai demorar mais três anos para sair. No cenário atual, onde a concorrência no PC está absurda, ficar nesse jogo de esconde-esconde com a comunidade é a receita perfeita para perder relevância.

O que a gente vê é uma gestão que não sabe o que quer. Eles têm IPs incríveis, mas parecem ter medo de arriscar ou simplesmente não conseguem finalizar um projeto sem que ele passe por cinco reformulações completas. É frustrante ver franquias como Ghost Recon e Splinter Cell serem usadas como peças de xadrez para manipular o valor das ações da empresa, em vez de serem tratadas como experiências artísticas e divertidas para nós, jogadores.
Meu veredito é: mantenham a guarda alta. Sim, vamos olhar o que acontece no dia 6 de agosto, mas não gastem sua energia esperando um milagre. Se a Ubisoft quiser recuperar a confiança da galera, ela precisa parar de dar migalhas e entregar jogos completos, polidos e, acima de tudo, no prazo. Até lá, seguimos aqui, reclamando e esperando que algum dia o Sam Fisher realmente volte a ter um jogo decente para chamar de seu.



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