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Ubisoft tenta salvar franquias Tom Clancy com novo chefão vindo da Take-Two

A galera sabe que a Ubisoft anda numa fase complicada, né? A empresa parece que está tentando encontrar o próprio eixo enquanto o barco balança forte demais. Agora, a novidade é que eles decidiram trazer sangue novo para a gestão, mas não é qualquer pessoa. Eles contrataram o Christoph Hartmann, um cara que tem um currículo pesado demais para ser ignorado, vindo diretamente de passagens pela Amazon Game Studios e, mais importante, pela Take-Two, onde ele foi presidente da 2K Games por uns 14 anos.

Essa movimentação não é por acaso e cheira a desespero misturado com estratégia. A Ubisoft está tentando organizar a casa através de um sistema de "casas criativas" e o Hartmann assume o comando da Creative House 2. O objetivo aqui é dar um gás nas franquias do selo Tom Clancy, que são pilares da empresa, mas que em alguns casos parecem ter ficado esquecidas no fundo da gaveta enquanto a empresa focava em outras coisas.

Imagem Cena de  <strong>Ubisoft</strong> hires former 1

O foco do Hartmann será liderar o desenvolvimento de The Division, Ghost Recon e, a joia da coroa que a gente tanto implora por um novo capítulo, Tom Clancy's Splinter Cell. Para quem acompanha, sabe que o hype em torno de um novo Splinter Cell é imenso, mas a Ubisoft tem a mania de prometer e depois deixar o projeto entrar num limbo eterno. Ter um veterano da 2K Games, que sabe como escalar franquias globais, pode ser exatamente o buff que a série precisa para parar de flopar nas expectativas dos fãs.

Imagem Cena de  <strong>Ubisoft</strong> hires former 2

Mas olha que curioso: nem tudo do selo Tom Clancy caiu no colo dele. O Rainbow Six Siege, que é basicamente a máquina de fazer dinheiro da empresa no momento, continua sob a gestão da Vantage Studios (antiga Creative House One). Isso mostra que a Ubisoft não quer mexer no que já está dando certo, mas precisa urgentemente de alguém que saiba resgatar o brilho de Ghost Recon e transformar The Division em algo mais do que apenas um loop de gameplay repetitivo em mundo aberto.

Imagem Cena de  <strong>Ubisoft</strong> hires former 3

Além dos shooters, o novo chefe também vai cuidar do March of Giants, aquele MOBA que a Ubisoft adquiriu da Amazon em 2025. É um movimento arriscado, porque o mercado de MOBA no PC e consoles é dominado por gigantes, e a Ubisoft precisa de uma estratégia muito sólida para não jogar dinheiro no lixo. O CEO da empresa, Yves Guillemot, já soltou aquele papo corporativo dizendo que o Hartmann é o líder apaixonado que eles precisavam para elevar as marcas a novos patamares.

Imagem Cena de  <strong>Ubisoft</strong> hires former 4

Só que a gente não pode olhar só para a contratação e esquecer a sangria que a empresa está sofrendo. Enquanto trazem o Hartmann, a Ubisoft perdeu cabeças gigantescas nos últimos meses. Gente como Marc-Alexis Côté, que comandava a franquia Assassin's Creed, e diretores criativos como Clint Hocking e Benoit Richer (do projeto Assassin's Creed Hexe) simplesmente meteram o pé. É difícil acreditar em uma "nova era" quando a empresa está perdendo a memória institucional e o conhecimento técnico de quem realmente construiu esses mundos.

Para piorar a situação, a empresa fechou estúdios em Winnipeg e Belgrade em junho de 2026, demitindo centenas de funcionários. Tem até relatório de site francês dizendo que as operações nos Estados Unidos podem sofrer cortes em breve. É aquele cenário clássico: a empresa contrata um executivo de luxo para a diretoria, mas corta a base da pirâmide, quem é que realmente coda o jogo e faz a arte. Isso gera um clima de instabilidade que costuma refletir na qualidade final do produto.

No fim das contas, a vinda do Christoph Hartmann é uma aposta alta. Ele tem a experiência de publicação e a visão de mercado, mas a Ubisoft precisa de mais do que um bom gestor; ela precisa de foco. Se ele conseguir limpar a burocracia e dar liberdade para os times criarem jogos que não sejam apenas "fórmulas de mapa cheio de ícone", a gente pode ter um renascimento do selo Tom Clancy. Caso contrário, será apenas mais um nome caro em uma lista de tentativas frustradas de salvar a empresa.

Meu veredito é que a contratação é excelente no papel, mas o ambiente interno da Ubisoft está tóxico e instável demais. Não adianta colocar um capitão experiente se o casco do navio está cheio de furos. Esperamos que o Splinter Cell não seja apenas mais um teaser para nos enganar, mas que realmente volte com a pegada de stealth raiz que a gente ama. Agora é sentar e observar se esse movimento vai gerar resultados reais ou se é só maquiagem para acalmar os investidores.

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