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Valve solta atualização do SteamOS que  fôlego novo para GPUs com pouca VRAM

Se você é do time que sofre com aquele stuttering irritante ou sente que sua placa de vídeo está pedindo arrego mesmo em configurações baixas, prepare o coração. A Valve acabou de lançar uma atualização para a versão beta do SteamOS, a 3.8.20 beta version, e a promessa é resolver um dos maiores gargalos de quem não tem 24GB de memória de vídeo para gastar: a gestão de VRAM. Para quem usa o Steam Deck ou qualquer máquina rodando o sistema da Valve, isso aqui é basicamente um buff gratuito de performance.

Nós aqui da Gamer Elite acompanhamos de perto a movimentação da Valve e, olha, a empresa não está para brincadeira. O grande herói da vez é Natalie Vock, uma contratada independente que trabalha no RADV, que é aquele driver de código aberto da comunidade para GPUs da AMD. A Vock já vinha batendo na tecla de que o Linux não lidava muito bem com a alocação de memória de vídeo, e agora a Valve finalmente implementou a solução que a gente precisava para parar de passar raiva em jogos pesados.

Imagem Cena de  The latest <strong>SteamOS</strong> 1

Para a galera que não é do ramo técnico, deixa eu explicar a treta: placas de vídeo dedicadas têm a VRAM, que é aquela memória ultra rápida. Mas, quando a VRAM lota, o sistema usa o GTT (Graphics Translation Table), que é basicamente um pedaço da memória RAM do sistema. O problema é que o GTT passa pelo barramento PCIe, que é infinitamente mais lento que a VRAM. Se o jogo tenta buscar um dado no GTT em vez da memória dedicada, a performance flopou na hora e você sente aquele travamento seco na tela.

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O real problema era o chamado processo de "evicção". O sistema operacional, tentando ser esperto, movia dados da VRAM para o GTT para abrir espaço. Só que o Linux não tinha a menor ideia do que era realmente importante para o jogo naquele momento. Resultado? Ele chutava texturas essenciais para a memória lenta e mantinha lixo na memória rápida, criando um ciclo de lentidão que transformava qualquer jogo em um slide show de 30fps mal otimizado.

Imagem Cena de  The latest <strong>SteamOS</strong> 3

Para ilustrar o tamanho do absurdo, a Vock testou o Cyberpunk 2077 em uma GPU com 8 GB de memória dedicada. Mesmo com o jogo usando apenas cerca de 6 GB, o sistema já estava jogando mais de 1 GB de dados para o GTT sem necessidade nenhuma. É aquele tipo de coisa que faz a gente querer jogar o PC pela janela, porque você sabe que o hardware aguenta, mas o software está sabotando a experiência.

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A solução veio através dos cgroups (control groups), um recurso do kernel do Linux que permite um controle cirúrgico sobre como os recursos são distribuídos. Agora, a Valve consegue "proteger" a memória do jogo, impedindo que o sistema expulse dados vitais da VRAM de forma aleatória. Isso garante que a maior parte da memória dedicada seja usada pelo processo do jogo, reduzindo drasticamente a dependência do GTT e estabilizando os frames.

Mas ó, nem tudo são flores. Se você usa processadores com vídeo integrado, as famosas iGPUs, provavelmente não vai sentir diferença nenhuma. Como essas GPUs já compartilham a memória RAM do sistema por natureza, elas não têm essa separação rígida de VRAM dedicada para ser otimizada dessa forma. Então, se você está num notebook básico sem placa dedicada, esse hype todo não é para você, infelizmente.

No fim das contas, esse tipo de atualização mostra por que a Valve está dominando o cenário de consoles portáteis e Linux gaming. Eles não estão apenas criando uma loja, estão refinando a base do sistema para que jogos triplo A rodem com a fluidez de um PS5 ou Xbox Series X, mesmo em hardwares mais modestos. É a prova de que a otimização de software pode fazer milagres onde o hardware chega ao limite.

Meu veredito é simples: se você está no canal beta do SteamOS, atualize agora. Para quem ainda tem medo de betas, saiba que esse tipo de correção costuma chegar na versão estável rapidamente. É um salto de qualidade essencial para quem não quer gastar R$ 5.000,00 em uma placa de vídeo nova só para evitar engasgos em jogos como Cyberpunk 2077 ou títulos da era Next-Gen.

É gratificante ver que a comunidade de drivers abertos, como a do RADV, tem voz dentro da Valve. Isso tira a gente da dependência total de drivers proprietários que, muitas vezes, demoram meses para corrigir bugs simples. No final, quem ganha é o jogador que quer apenas ligar a máquina e jogar sem ter que abrir o monitor de recursos para entender por que o jogo está travando.

Links Úteis

* 3.8.20 beta version * Vídeo Técnico Gamers Nexus
SteamOS
Site Oficial

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