Quem acompanhou o Summer Game Fest do ano passado lembra que a promessa de um jogo de estratégia de Game of Thrones deixou muita gente com o hype lá no alto, mas depois disso o silêncio foi quase total. Para quem gosta de ver as coisas acontecendo, essa espera é angustiante, mas a boa notícia é que a PlaySide resolveu finalmente abrir o jogo e soltar o primeiro trailer de gameplay de Game of Thrones: War for Westeros. A gente sabe que licenças gigantescas às vezes servem apenas para empurrar produtos genéricos, mas o que vimos agora traz a esperança de que teremos algo realmente denso para jogar.
O clima aqui é de pura tensão, porque a proposta do jogo é criar batalhas no estilo "cada um por si", onde a confiança é algo caríssimo e o poder é a única moeda que importa. Se você curte aquele estilo de jogo onde você faz um pacto com um aliado agora para dar a facada nas costas dele daqui a dez minutos, esse título parece ser feito sob medida para você. Estamos falando de um RTS (estratégia em tempo real) raiz, onde a malícia e a traição, marcas registradas da série, devem ser a alma da jogabilidade, e não apenas um detalhe no roteiro.

Analisando as facções, o jogo não economizou nos pesos pesados: teremos a Casa Stark, a Casa Lannister, a Casa Targaryen e, claro, os temidos Caminhantes Brancos. O ponto que mais me chamou a atenção foi a promessa de estratégias assimétricas, o que significa que jogar com os Lannister será completamente diferente de comandar as hordas de gelo. Isso é fundamental para que o jogo não se torne aquele tédio de "trocar a cor da unidade e manter a mesma função", dando identidades únicas para cada exército e mecânicas moldadas pela história de cada família.
No quesito personagens, a PlaySide acertou em cheio ao trazer rostos que todo fã ama (ou odeia). Teremos heróis jogáveis como Robb Stark, Jon Snow, Jaime Lannister, Tywin Lannister e a Daenerys Targaryen, cada um com habilidades exclusivas que devem virar a chave de qualquer batalha. E olha que detalhe massa: até os lobos gigantes como Ghost e Grey Wind estão confirmados, além do próprio Night King liderando o exército dos mortos. Isso adiciona uma camada de microgerenciamento interessante, onde o posicionamento do seu herói pode ser a diferença entre a vitória e o flop total da sua estratégia.

Sobre a gameplay em si, o ciclo parece seguir a escola clássica dos RTS: você assume o papel de comandante, treina suas unidades, garante a coleta de recursos e constrói bases para expandir seu território. O desafio será equilibrar a construção econômica com a agressividade militar, já que você estará constantemente sob a mira de rivais que não vão hesitar em usar a traição para te derrubar. Para quem joga no PC, a expectativa é que a interface seja fluida o suficiente para aguentar o caos de batalhas massivas sem que a gente sinta que o jogo está travando nas horas mais críticas.
Um ponto que gera certa desconfiança é o adiamento do lançamento. O jogo deveria ter saído ainda este ano, mas a desenvolvedora decidiu empurrar a data para "o início do ano que vem" com a desculpa de garantir a qualidade. A real é que a gente já viu esse filme muitas vezes: o jogo é adiado, chega com bugs e acaba sendo nerfado logo na primeira semana. Porém, se a PlaySide realmente estiver polindo as mecânicas de IA e o balanceamento das facções, esse tempo extra pode ser a diferença entre um jogo medíocre e um clássico do gênero.

Para quem não aguenta mais esperar, a empresa confirmou que haverá um beta em breve, embora ainda não tenham soltado a data exata ou como conseguir a vaga. O jogo será lançado via Steam, facilitando o acesso para a galera que curte estratégia. É aquele tipo de notícia que a gente recebe com cautela, mas com um sorriso no rosto, porque faz tempo que não temos um RTS de peso baseado em uma franquia de fantasia tão rica. Vale a pena ficar de olho nas próximas Notícias para saber quando esse beta abre.
Agora, falando a real: o gênero de RTS passou por altos e baixos nos últimos anos, e muitos jogos tentaram simplificar demais a experiência para atrair o público casual, o que acabou matando a essência da estratégia. Eu espero sinceramente que Game of Thrones: War for Westeros mantenha a complexidade necessária para desafiar o jogador, sem se tornar um simulador de clique frenético sem sentido. Se eles conseguirem traduzir a sensação de perigo constante de Westeros para a mecânica de jogo, teremos algo épico nas mãos.

No fim das contas, o sucesso desse projeto depende totalmente do balanceamento. Não adianta ter o Night King se ele for fácil de derrubar com três arqueiros, e nem a Daenerys se os dragões não causarem aquele impacto visual e estratégico devastador no campo de batalha. O trailer vendeu bem a ideia, as imagens são bonitas e a lista de personagens é matadora, mas agora a bola está com a PlaySide para entregar um produto que não seja apenas um "cash grab" da marca.
Meu veredito preliminar é de otimismo moderado. O potencial é gigantesco, a IP é perfeita para o gênero e a promessa de traição entre jogadores adiciona um tempero que falta em muitos jogos de estratégia modernos. Se o beta for sólido e a performance no PC estiver decente, esse jogo tem tudo para dominar o cenário de RTS no próximo ano. Só espero que não nos vendam um jogo incompleto para terminar de polir via patch depois do lançamento.




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