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Warhammer 40K: Rogue Trader prova que a Owlcat Games domina o cRPG

Cara, vamos ser sinceros: jogar um título da Owlcat Games no dia do lançamento é quase um esporte radical. A empresa tem uma ambição que chega a dar medo, criando mundos densos e sistemas absurdamente profundos, mas a lapidação final quase sempre deixa a desejar. É aquele clássico caso de "tem um diamante bruto aqui, mas você vai ter que aguentar alguns bugs e interfaces confusas para achar". A gente sabe que eles entregam conteúdo de primeira, mas a experiência inicial costuma ser um teste de paciência para qualquer gamer.

Recentemente, vi que o papo sobre Warhammer 40K: Rogue Trader mudou completamente de figura. No começo, o clima era de que o jogo tinha flopado em termos de polimento, com notas baixas e críticas pesadas sobre a complexidade excessiva. Mas, como acontece com quase tudo que a Owlcat Games lança no PC, o tempo e as atualizações transformaram a experiência em algo monumental. Se você ignorou o jogo em dezembro de 2023 por causa do hype negativo, agora é a hora de dar a volta por cima.

Imagem Cena de  One day Owlcat 1

Para quem não acompanhou, o lançamento foi bem traumático para alguns, com reviews chegando a dar 59% devido à falta de fluidez. Eu mesmo senti essa frustração na época do beta; a sensação de ser um novato no universo de Warhammer 40K era legal, mas era atropelada por um sistema de RPG tão intrincado que chegava a ser irritante. O jogo tenta ser tão fiel à lore e às regras que até a nomenclatura dos status incomoda, trocando os tradicionais "pontos de vida" por "ferimentos". Parece bobagem, mas quando você está tentando entender a mecânica, qualquer barreira extra parece um muro.

Imagem Cena de  One day Owlcat 2

A coisa começa a mudar de verdade com a chegada da Infinite Museion DLC. Foi esse conteúdo que me puxou de volta para o jogo e me fez perceber que Warhammer 40K: Rogue Trader agora é um daqueles RPGs "all-timer", que definem o gênero. A complexidade que antes era um problema virou a maior virtude do título. Eu me peguei tão obcecado com a criação de personagens que, depois de 20 horas de jogo, decidi deletar tudo e recomeçar do zero só para testar uma build nova, terminando o primeiro ato na metade do tempo.

Imagem Cena de  One day Owlcat 3

Se você for pular de cabeça nessa aventura via Steam, meu conselho de veterano é: não tente ir no "estilo raiz" sem ajuda. O sistema de level-up é um pântano de estatísticas e efeitos que podem te deixar perdido. Eu recomendo fortemente buscar guias de canais como cRPG Bro ou Revan619 no YouTube para não passar raiva. No modo de dificuldade Daring, que é um degrau acima do normal, seguir builds testadas para o protagonista e para os companheiros é a diferença entre dominar a galáxia ou ser obliterado em dois turnos.

Imagem Cena de  One day Owlcat 4

Falando em builds, eu testei a famosa "Death World Pyromancer Psyker Blade Dancer Executioner". No papel, é a build mais apelona do jogo, focada em causar dano massivo enquanto você está cheio de debuffs de ferimentos, gastando sua própria vida para ganhar ações extras. É o sonho de qualquer jogador que gosta de ser aquele "edgelord" com duas espadas, mas, honestamente? Depois de um tempo, ela começa a parecer engessada e repetitiva. É poderosa demais a ponto de tirar a graça do combate estratégico.

O verdadeiro brilho aparece quando você foca em builds mais dinâmicas, como a do personagem Abellard. O estilo "Navy Officer Warrior Arch Militant" é simplesmente sensacional: você usa espada e arma de fogo simultaneamente. Quando você acerta um crítico ou faz um parry com a espada, o jogo dispara automaticamente um ataque com a arma. Essa sinergia cria um loop de combate onde a arma fortalece a espada e vice-versa, transformando seu personagem em um tanque imparável que limpa a tela com um combo de ataque e defesa.

Para quem gosta de ler as Notícias de hardware e quer rodar o jogo com a melhor performance possível no PC, vale a pena checar se seus drivers estão atualizados, pois o jogo evoluiu muito na otimização. O combate tático agora flui melhor e a sensação de poder ao montar um esquadrão sinergizado é recompensadora. É aquele tipo de jogo que exige tempo e estudo, mas que entrega uma satisfação que poucos títulos modernos conseguem proporcionar.

No fim das contas, a Owlcat Games continua sendo essa empresa imprevisível, mas que não abre mão da profundidade. Warhammer 40K: Rogue Trader é a prova de que a persistência no pós-lançamento pode salvar um jogo e elevá-lo ao status de obra-prima do gênero cRPG. O jogo não é para todo mundo, especialmente para quem quer algo casual, mas para quem ama planilhas, sinergias e a atmosfera gótica e brutal de Warhammer, é um prato cheio.

Meu veredito é simples: pare de ouvir quem jogou apenas na primeira semana e dê uma chance ao jogo agora. A curva de aprendizado é íngreme, sim, mas a recompensa de ver sua build funcionando perfeitamente e aniquilando hordas de inimigos é impagável. É denso, é complexo e, agora que está polido, é absolutamente viciante.

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Warhammer 40K: Rogue Trader
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