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Warhorse registra Kingdom Come Salvation e a galera   no hype por novo RPG

Se você é daqueles que curte um RPG raiz, sem as facilidades exageradas de hoje em dia, prepare o coração. A Warhorse Studios acabou de soltar a bomba, mas do jeito que a indústria gosta: através de um vazamento de registro de marca. O nome Kingdom Come Salvation apareceu oficialmente nos arquivos do EUIPO no dia 23 de julho, e isso basicamente confirma que a saga boêmia vai continuar, mesmo que a gente ainda não tenha um trailer bombástico para assistir.

A gente já sabia que algo estava cozinhando desde maio, quando a galera da Warhorse Studios mencionou que uma nova "aventura" do universo Kingdom Come estava a caminho. Mas vamos ser sinceros: "aventura" é um termo muito vago que pode significar desde um jogo AAA massivo até um spin-off menor que a gente joga em um fim de semana e esquece. Com o nome Kingdom Come Salvation agora na mesa, o hype subiu de nível e a comunidade já está rezando para que seja aquele mundo aberto denso que a gente ama.

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O que me chama a atenção aqui é a escolha da palavra "Salvation". Se compararmos com o primeiro jogo, o Kingdom Come Deliverance, a mudança de tom sugere algo mais épico ou talvez um fechamento de arco maior. A Warhorse Studios tem esse costume de não facilitar a vida do jogador, e eu espero sinceramente que esse novo título mantenha a pegada hardcore, com sistemas de combate complexos e aquela sensação de que você é realmente um ninguém tentando sobreviver em meio ao caos da Idade Média.

Porém, nem tudo são flores nesse cenário. A mesma empresa confirmou que está desenvolvendo um RPG baseado na Terra Média, o que coloca a Warhorse Studios em uma posição arriscada. A gente sabe como funciona: um projeto de altíssimo perfil como o de Tolkien pode acabar sugando todos os recursos e talentos do estúdio, fazendo com que Kingdom Come Salvation acabe ficando em segundo plano ou, pior, sendo simplificado para sair mais rápido. Tomara que não aconteça esse tipo de nerf na ambição do projeto.

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Outro detalhe bizarro que surgiu no registro de marca refere-se a "serviços de entretenimento para combinar usuários com jogos de computador". Para quem não fala "juridiquês de marca", isso cheira a multiplayer ou alguma funcionalidade online. Se a Warhorse Studios estiver planejando um modo co-op ou algum elemento de interação social em Kingdom Come Salvation, isso mudaria completamente a dinâmica da franquia. Seria incrível explorar a Boêmia com um parceiro, mas tenho medo de que isso comprometa a imersão solitária e visceral que define a série.

Falando em exploração, a comunidade não para de pedir para que a série finalmente chegue a Praga. O primeiro jogo foi fantástico, mas a escala era limitada. Se Kingdom Come Salvation for um RPG de mundo aberto na escala do que vimos em Kingdom Come Deliverance 2, as possibilidades de narrativa são infinitas. Imagina a complexidade de gerenciar a política e as intrigas de uma capital medieval com a fidelidade técnica que a Warhorse Studios entrega no PC.

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Agora, vamos ao ponto que mais divide opiniões: o protagonista. A empresa já deixou claro que a história de Henry de Skalitz está encerrada. Isso é um golpe duro para quem se apegou ao ferreiro azarado, mas, do ponto de vista de game design, é a decisão certa. Começar do zero com um novo personagem em Kingdom Come Salvation permite que o estúdio experimente novas mecânicas e não fique preso ao crescimento linear de um único herói, evitando que o personagem se torne um "super-homem" medieval.

No quesito técnico, a expectativa é que o jogo abuse de tecnologias como ray tracing e possivelmente novas implementações de IA para tornar os NPCs mais orgânicos. Jogar isso em um PS5 ou num Xbox Series X deve ser um espetáculo visual, mas o foco total continua sendo a PC para quem quer extrair cada gota de detalhe das armaduras e das florestas da República Tcheca. Se o jogo for bem otimizado, teremos um novo padrão de realismo para o gênero.

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Para quem está acompanhando as Notícias do setor, fica claro que a Warhorse Studios quer se consolidar como a rainha do realismo histórico. Enquanto outros RPGs apostam em dragões e magia, eles apostam na lama, no sangue e na dificuldade de aprender a ler. É esse risco que torna a marca especial e que faz com que qualquer menção a um novo título gere tanta discussão nos fóruns e redes sociais.

No fim das contas, Kingdom Come Salvation tem tudo para ser um marco, desde que não tente ser "demais" e acabe perdendo a essência. O equilíbrio entre a ambição de um mundo aberto massivo e a precisão dos detalhes históricos é onde a maioria dos jogos falha. Se eles conseguirem manter a disciplina, teremos um jogo que não apenas entrega diversão, mas que serve como uma aula de história interativa.

Eu pessoalmente estou com o pé atrás com esse papo de "aventura", mas a esperança é a última que morre. Se for apenas um jogo linear e curto, vai ser um baita de um flop em termos de expectativa. Mas, se for a evolução natural de tudo o que construíram até aqui, estamos diante de um dos RPGs mais importantes da década. Agora é sentar, esperar e torcer para que o anúncio oficial não demore anos para acontecer.

Kingdom Come Salvation
Site Oficial

Kingdom Come Salvation

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