Se você achava que a Blizzard tinha esquecido como é a sensação de perder tudo em um piscar de olhos, prepare o coração. Durante a BlizzCon, rolou aquela notícia que deixou a comunidade de MMORPG em polvorosa: o World of Warcraft: Forever vai receber oficialmente um modo Hardcore. Para quem não está por dentro, o Forever é basicamente o que a gente sempre quis do tal do "Classic+", uma reimaginação do vanilla com talentos atualizados, novas raids, dungeons e aquele tapa visual para não parecer que o jogo foi feito em 2004.
O hype em torno desse projeto é gigante porque ele tenta equilibrar a nostalgia da fricção do jogo antigo com as melhorias de qualidade de vida que a gente exige hoje em dia. Não é apenas um remake preguiçoso, mas sim uma versão onde a progressão horizontal ganha força e o mundo parece mais vivo. É aquele tipo de aposta que, se der certo, resgata a essência da aventura original sem nos forçar a jogar um jogo datado.

O anúncio veio direto da boca do diretor de produção Clayton Stone, que já tinha experiência no Classic. Ele deixou claro que o modo Hardcore foi um marco para a equipe da Blizzard, provando que a comunidade ainda ama aquele sentimento de "estou jogando a minha vida" a cada mob que encaram. O cara praticamente confessou que viu no Hardcore a prova de que World of Warcraft é um dos maiores jogos da história e que a aventura original ainda tem lenha para queimar.
Mas aqui é que entra a parte interessante e, sinceramente, aterrorizante. Quando o Hardcore chegou no Classic, o jogo já estava "resolvido". Ou seja, a galera já conhecia cada centímetro de Azeroth, sabia onde cada monstro respawnava e tinha guias mastigadinhos na internet para evitar a morte. Era um desafio de execução, mas o mapa era um livro aberto para quem quisesse min-maxar a sobrevivência.

No World of Warcraft: Forever, a história é outra. Como teremos novas dungeons, novas quests e encontros surpresa espalhados pelo mapa, a gente vai entrar no modo Hardcore praticamente no escuro. Imagine estar fazendo um run de nível alto e dar de cara com um evento novo que você não sabia que existia, e Ploft, personagem deletado. É esse elemento de imprevisibilidade que torna a proposta muito mais visceral do que a experiência anterior.
Por causa desse perigo iminente, a Blizzard decidiu não lançar o modo Hardcore logo no dia 1º de novembro, que é quando o jogo chega para o PC. Eles vão segurar a bala para a temporada de final de ano. Isso é inteligente, porque dá tempo para a galera do modo normal mapear a nova Azeroth, descobrir onde estão as armadilhas e criar as melhores estratégias. Afinal, a gente sabe que jogador de World of Warcraft não joga para se divertir, joga para otimizar cada ponto de status possível.

Essa decisão de adiar o Hardcore mostra que eles querem que a morte seja sentida, mas que não seja injusta por pura falta de informação básica. Ainda assim, quem for corajoso o suficiente para tentar a sorte logo de cara vai enfrentar um cenário onde o erro não é perdoado. É a definição pura de sofrimento voluntário, e é exatamente por isso que tanta gente vai migrar para esse modo assim que ele for liberado.
Na minha visão, se a Blizzard conseguir manter o balanceamento correto, isso pode salvar o jogo de cair na rotina rapidamente. O medo de morrer permanentemente cria uma tensão que nenhum equipamento lendário ou raid épica consegue replicar. É a adrenalina de saber que seu personagem é único e descartável ao mesmo tempo, transformando cada subida de nível em uma conquista real.

No fim das contas, o World of Warcraft: Forever parece ser a tentativa definitiva de unir o passado e o futuro da franquia. Se você gosta de sentir o coração bater na garganta enquanto explora o mundo, esse modo Hardcore vai ser o seu paraíso (ou seu inferno pessoal). Eu, por via das dúvidas, vou esperar as primeiras vítimas caírem para entender onde não devo pisar, porque ninguém merece perder 100 horas de grind por causa de um mob invisível.
Links Úteis
* if it'll be offering a Hardcore mode: The answer, per the "What's Next" panel

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