Mano, se tem uma coisa que a Arc System Works sabe fazer é entregar um jogo de luta com estilo, mas o que eles fizeram em Marvel Tokon: Fighting Souls com o Deadpool está em outro nível de insanidade. A gente já espera que o mercenário tagarela quebre a quarta parede, mas transformar o move list inteiro do personagem em uma grande carta de amor aos jogos de luta é simplesmente genial e deixa qualquer fã do gênero com o hype lá no teto.
Nós aqui da Gamer Elite ficamos malucos vendo como a equipe de desenvolvimento não economizou nos detalhes para tornar o Deadpool o personagem mais único do elenco. Não é só sobre dar uns tiros ou usar as katanas; é sobre referenciar décadas de história dos arcades e consoles, transformando cada golpe em um piscar de olhos para quem é veterano ou um mistério total para quem é novato no PS5 ou no PC.

Para começar, a animação de vitória do Deadpool é um tapa na cara da nostalgia, sendo um callback direto e descarado para a tela de vitória clássica de Street Fighter 2. É aquele tipo de detalhe que faz você soltar um sorriso imediato, porque mostra que a Arc System Works não está apenas fazendo um jogo licenciado, mas sim brincando com a cultura gamer de um jeito que só quem ama o gênero consegue fazer.

Se você acha que parou por aí, segura essa: existe um super ataque que é basicamente um medley de golpes baseado na estrutura do Skullo Dream, o super do Skullomania em Street Fighter EX2 Plus. Isso aqui é o que eu chamo de "deep cut", mano! É uma referência tão obscura que metade dos jogadores nem sabe que esse jogo existiu, mas para nós, redatores veteranos, é a prova de que o cuidado com o design está absurdo.

Além disso, a comunidade já começou a minerar e notar que o set de golpes do Deadpool bebe da fonte de gigantes como Guilty Gear Strive, Dragon Ball FighterZ e até Tekken. Ver a fluidez de um jogo da Arc System Works misturada com a maluquice do Deadpool cria uma dinâmica de gameplay que não deixa ninguém entediado, elevando o nível do que esperamos de um jogo de luta moderno em Notícias recentes.

E não podemos esquecer das referências a Mortal Kombat e Street Fighter 6, que trazem aquela pegada mais visceral e moderna para o combate. O usuário Whisp90, lá no X, postou um vídeo compilando tudo isso e ficou claro que o Deadpool é basicamente um museu vivo dos jogos de luta, transformando cada luta em uma celebração do gênero, especialmente para quem joga no PlayStation.
Essa abordagem é simplesmente perfeita para o personagem, porque o Deadpool sabe que está em um videogame. Enquanto outros personagens seguem a lore rigorosamente, ele está ali para zoar a própria mecânica do jogo. É um toque de mestre que evita que o personagem seja apenas "mais um cara com espadas" e o transforma no coração cômico e técnico de Marvel Tokon: Fighting Souls.

O mais impressionante é que a Arc System Works conseguiu equilibrar esse fanservice com um gameplay sólido. Não adianta ter referência se o boneco for ruim ou se o golpe for nerfado logo na primeira atualização; a sensação é de que o Deadpool é viável competitivamente enquanto continua sendo a piada da partida, o que é o sonho de qualquer player que gosta de provocar o adversário.
No fim das contas, ver esse nível de dedicação em um título de luta nos dá esperança de que as empresas ainda se importam com os detalhes que fazem a diferença para a comunidade. É aquele tipo de polimento que separa um jogo que "apenas vende» de um jogo que se torna lendário entre os fãs de PC e consoles. O Deadpool não apenas quebra a quarta parede, ele a derruba com um golpe de Street Fighter.
Meu veredito é que Marvel Tokon: Fighting Souls acertou em cheio na caracterização. Transformar a história dos jogos de luta em golpes de combate é a forma mais inteligente de lidar com um personagem que já é, por natureza, uma metalinguagem ambulante. Se você curte a cena de luta, ignorar esse jogo seria um erro grotesco.



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