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A Ganância Não Tem Limite: Os Ports Mais Caros e Absurdos da História

Sabe aquele sentimento de nostalgia que bate quando a gente lembra de um jogo incrível de dez ou quinze anos atrás? Pois é, as publishers adoram esse sentimento, mas o problema é que elas transformaram a saudade em mercadoria cara. A gente vê isso o tempo todo: ou fazem um remake completo, que é animal, ou resolvem lançar aquele port preguiçoso, que só aumenta a resolução e a taxa de quadros, mas cobra como se fosse um lançamento AAA de última geração. É revoltante ver como o mercado tenta empurrar goela abaixo versões 'melhoradas' que não trazem quase nada de novo.

O problema é que a linha entre 'preservação' e 'exploração' ficou muito tênue. Quando um jogo é portado para o PS5 ou Xbox Series X, a gente espera, no mínimo, que o preço seja condizente com o esforço aplicado. Mas a real é que algumas empresas estão testando o limite da paciência dos gamers, cobrando valores absurdos por jogos que você consegue comprar em versões físicas antigas por uma fração do preço. Nós aqui da Gamer Elite resolvemos listar as maiores palhaçadas em termos de precificação de ports.

Para começar esse festival de absurdo, temos o Sonic Colors Ultimate. Lançado originalmente para o Wii, esse remaster chegou ao PS4, Switch e Xbox One com a etiqueta de cerca de R$ 220 reais. O problema não é nem só o preço, mas o estado do jogo. No lançamento, o negócio estava um caos, com bugs visuais bizarros e até corrupção de arquivos de save. A Sega tentou vender um produto incompleto por um preço de jogo novo, o que é um total desrespeito com quem acompanha o ouriço azul.

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Agora, se você acha que a Sega é ousada, olha o que a Activision fez com a franquia Shooters mais famosa do mundo. O Call of Duty: Black Ops e o Black Ops 2 chegaram ao PS4 e PS5 custando cerca de R$ 220 reais cada. A piada é que eles não trouxeram quase nenhum polimento real. Você consegue comprar as versões originais em hardware antigo por menos da metade desse valor e ter a mesma experiência. É a definição perfeita de um produto que flopou em termos de custo-benefício.

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E como se não bastasse o preço base, a malandragem continua nos extras. Se você quiser o DLC, tem que desembolsar mais uns R$ 165 reais pelo Season Pass. O único jeito de pagar um valor justo é sendo membro da PlayStation Plus, onde o jogo cai para metade do preço. Ou seja, a Activision admite que o preço deveria ser menor, mas prefere cobrar caro de quem não assina o serviço da PlayStation. É cada uma que a gente vê nesse mercado.

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No mundo dos JRPGs, a Bandai Namco também não ficou atrás com Tales of Symphonia Remastered. Cobrando cerca de R$ 220 reais, eles vendem a única forma 'legítima' de jogar o título em hardware moderno. Mas quem tem memória boa lembra do Tales of Symphonia Chronicles no PS3, que vinha com dois remasters em HD por um preço muito mais honesto. É aquele típico caso onde a empresa aproveita que o jogo sumiu das lojas digitais para cobrar caro no retorno.

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Já a Rockstar Games resolveu cobrar cerca de R$ 275 reais pelo port de Red Dead Redemption para PS5, Xbox Series X e Switch. É claro que o jogo é uma obra-prima, mas cobrar esse valor quando o Red Dead Redemption 2 — que é infinitamente maior e mais moderno — custa apenas uns R$ 55 reais a mais é forçar a amizade. A versão de PS3 ainda existe por aí por cerca de R$ 165 reais, provando que a gente paga caro apenas por alguns pixels extras de resolução.

Para fechar com chave de ouro (ou de ferro), temos a Nintendo e a Electronic Arts. O Burnout Paradise Remastered chegou ao Nintendo Switch custando cerca de R$ 275 reais, enquanto em outras plataformas o jogo já tinha caído para valores ridículos em promoções. A Nintendo tem esse hábito de manter preços inflados por anos, e a EA simplesmente deixa acontecer. Já o Luigi's Mansion 2 HD, que era um jogo de 3DS, chegou ao Switch com a audácia de custar cerca de R$ 330 reais. É preço de lançamento de jogo inédito para um port de um console portátil de 2013.

Essa tendência de cobrar preços de Standard Edition em ports simples é um sinal claro de que as empresas não respeitam mais o consumidor. Elas sabem que o hype da nostalgia fala mais alto que a razão e que muita gente vai comprar só para ter o jogo no console novo sem ter que manter um hardware antigo ligado. É a era da conveniência cobrada a preço de ouro, onde o esforço técnico é mínimo, mas o lucro é máximo.

Na minha visão de veterano, isso é um caminho perigoso. Se a comunidade continuar aceitando pagar R$ 330 reais em ports de 3DS ou R$ 220 reais em jogos de 15 anos atrás sem melhorias reais, as publishers nunca mais vão investir em remakes de verdade. Vamos acabar vivendo em um ciclo infinito de 'Remastered' que não muda nada, apenas para alimentar o caixa da empresa. É hora de a gente começar a boicotar esses preços abusivos.

No fim das contas, o valor de um jogo deve estar atrelado ao valor que ele entrega hoje, e não ao quanto a gente gostava dele na infância. Portar um jogo para PC ou consoles atuais não deveria custar a mesma coisa que desenvolver um título do zero. Esperamos que as empresas acordem, ou que a concorrência force esses preços para baixo, porque do jeito que está, a nostalgia está saindo caro demais para o nosso bolso.

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