Olha, vou ser bem sincero com vocês: ser fã da Blizzard hoje em dia é viver em um estado constante de 'estou feliz, mas estou com raiva'. A empresa resolveu soltar a bomba de que vem aí um jogo de tiro em mundo aberto, o que teoricamente é um hype absurdo, mas aí eles soltam que a gente vai ter que esperar mais de três anos para colocar as mãos no negócio. Três anos, galera! No tempo da internet atual, três anos é basically uma eternidade; daqui a esse tempo a gente já trocou de placa de vídeo duas vezes e o jogo já pode ter sofrido dez nerfs antes mesmo de lançar.
Enquanto a gente espera esse novo projeto de Shooters, eu não consigo tirar da cabeça uma coisa que o pessoal lá fora começou a debater: por que diabos a Blizzard nunca transformou StarCraft em um MMO? Imagina a loucura que seria. Para começar, eu acho que Diablo deveria ter se chamado HellCraft só para manter a consistência do nome, mas como a gente não manda na empresa, ficamos aqui com nossas teorias e nossa vontade de ver algo realmente inovador saindo do forno.

Se a gente parar para analisar a lore de StarCraft, ela é simplesmente perfeita para um jogo massivo. Você tem três raças completamente distintas com biologias e tecnologias que não se parecem em nada. Imagina a progressão de um personagem Zerg, evoluindo seu próprio corpo através de mutações, ou um Protoss manipulando energias psíquicas em escala global. Seria a chance de ouro de criar algo que não fosse apenas 'mais um jogo de fantasy' com elfos e anões, fugindo do óbvio e explorando o vácuo do espaço no PC.
O problema é que a Blizzard parece ter medo de arriscar no gênero de RTS ou de fundi-lo com outras mecânicas. A gente viu o sucesso estrondoso de World of Warcraft, que definiu o que é um MMORPG para gerações inteiras, mas transformar a escala de um exército de StarCraft em uma experiência de personagem único é um desafio técnico imenso. Se eles fizessem errado, o jogo flopou em dois meses porque a comunidade de StarCraft é a mais exigente e tóxica (no bom sentido de competitividade) que existe.

Agora, vamos falar desse prazo de três anos para o novo jogo. Isso é brincadeira com o consumidor. Em um mercado onde a Steam lança mil jogos por dia e o hype morre mais rápido que personagem de tutorial, anunciar algo agora para entregar lá na frente é um risco colossal. Se o jogo não vier com 60fps constantes, ray tracing de ponta e uma jogabilidade que não pareça datada, a comunidade vai massacrar a empresa no primeiro dia de beta.
Eu sinto que a Blizzard perdeu um pouco daquela essência de 'estúdio que define gêneros'. Antigamente, eles chegavam e mudavam a regra do jogo. Hoje, eles parecem estar seguindo a corrente. Um MMO de StarCraft teria sido a jogada de mestre para retomar a coroa de inovação, trazendo a tensão do RTS para a imersão de um mundo persistente, mas parece que esse sonho ficou guardado em alguma gaveta em Irvine.

No fim das contas, a gente vai continuar esperando. Vamos torcer para que esse shooter em mundo aberto não seja apenas mais um projeto genérico e que eles tragam de volta aquela qualidade visceral que tornou StarCraft um ícone. Mas que eu ainda queria ver um exército de Zerg invadindo um servidor com cinco mil jogadores simultâneos, ah isso eu queria.
Meu veredito é que a Blizzard está jogando no seguro. Eles têm as IPs mais fortes da indústria, mas estão com medo de inovar de verdade. Se eles querem realmente impactar o mercado de novo, precisam parar de olhar para o que a concorrência está fazendo e voltar a criar coisas que a gente nem sabia que queria até ter na frente da gente. Até lá, seguimos na espera, rezando para que o desenvolvimento não sofra mais atrasos e que o resultado final não seja um flop histórico.




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