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Corra para a maratona: Black Lightning está deixando a Netflix na próxima semana

Sabe aquele sentimento de descobrir uma série animal justamente quando ela está com os dias contados no streaming? Pois é, a Netflix resolveu dar aquele golpe baixo e vai remover Black Lightning do catálogo no dia 31 de agosto. Para quem curte heróis com substância e não quer apenas ver explosões genéricas, essa é a hora de dar o play e fazer aquela maratona insana antes que o título desapareça da plataforma.

Se você é do tipo que acompanha as Notícias de cultura pop, sabe que a DC Comics tem um histórico de criar personagens absurdos, mas a origem do Black Lightning é quase uma lição de história dos quadrinhos. Existe uma nerdice pesada aqui: antes do Jefferson Pierce, a DC planejava um personagem chamado Brown Bomber, que era basicamente um cara branco racista que se transformava em um herói negro sob estresse. Graças à intervenção da roteirista Jenny Isabella, que achou a ideia deplorável, nasceu o Jefferson Pierce, um herói com identidade própria e representatividade real.

Imagem Cena de Say Goodbye to DCs 1

Na série, a pegada é bem mais pé no chão do que muita coisa que vimos no Arrowverse. O Jefferson Pierce não é só um cara que solta raios; ele é o diretor de uma escola em Freeland, Geórgia, tentando manter a ordem em uma cidade que está sendo destruída por uma gangue chamada The 100. Ele já tinha aposentado o traje de herói há nove anos para salvar seu casamento e proteger os filhos, mas a vida de vigilante é como um vício: ela sempre acaba puxando você de volta quando as coisas ficam feias.

O gatilho para o retorno do herói é puro drama familiar, já que a gangue The 100 sequestra suas filhas, Jennifer e Anissa. O detalhe mais maneiro é que as meninas também começam a manifestar poderes, transformando a série em um negócio de família. É aquele tipo de dinâmica que a gente adora ver, onde o pai tenta ser o mentor enquanto as filhas estão tentando entender por que diabos elas conseguem derrubar prédios com um soco.

Imagem Cena de Say Goodbye to DCs 2

Falando em vilões, o Tobias Whale é um dos antagonistas mais odiáveis e bem construídos daquela era da CW. Ele não é aquele vilão caricato que quer destruir o mundo porque sim, mas sim um manipulador político e criminoso que quer o controle absoluto de Freeland. A tensão entre ele e o Jefferson Pierce carrega a série, dando um peso emocional que muitas vezes faltou em outras produções da DC que acabaram flopando por falta de foco.

Muita gente ignorou a série porque ela ficou soterrada pelo hype de The Flash ou Arrow, mas Black Lightning manteve uma identidade muito mais coerente. Enquanto as outras séries do Arrowverse estavam viajando no tempo ou indo para dimensões paralelas com roteiros que pareciam escritos por IA, essa aqui focava nos problemas sociais de Freeland e no crescimento dos personagens. É a prova de que ser grounded funciona muito melhor do que tentar forçar um épico espacial sem orçamento.

Imagem Cena de Say Goodbye to DCs 3

Ao todo, são 4 temporadas e 58 episódios que entregam uma adaptação surpreendentemente fiel aos quadrinhos. Se você tem um PlayStation ou um PC com o app da Netflix instalado, a recomendação é começar agora mesmo. Não é todo dia que a gente encontra uma série de super-herói que consegue equilibrar bem a ação com discussões sobre educação, família e a luta contra o sistema opressor.

É triste ver a Netflix limpando a casa e tirando conteúdos que ainda têm muito valor, especialmente quando a série não é apenas um 'filler' de catálogo. A jornada do Jefferson Pierce é inspiradora e mostra que a verdadeira força de um herói não está nos raios que ele dispara, mas na capacidade de guiar a próxima geração para um caminho melhor. É o tipo de conteúdo que merece mais visibilidade do que recebeu na época do lançamento.

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Para quem gosta de heróis com camadas e tramas que não subestimam a inteligência do espectador, essa é a última chamada. Se você deixar para o dia 31 de agosto, as chances de você dar o play e a tela ficar preta com a mensagem de 'conteúdo indisponível' são altíssimas. Não seja essa pessoa que fica chorando no Twitter porque perdeu a chance de ver uma obra prima do Arrowverse.

Meu veredito final é simples: Black Lightning é subestimada e merece seu tempo. Mesmo com alguns tropeços típicos de produções da CW, a entrega dos atores e a profundidade do roteiro elevam a série acima da média. Garanta sua maratona agora, pegue a pipoca e aproveite as últimas horas de eletricidade na Netflix antes que o plugue seja puxado definitivamente.

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