Sinceramente, a gente já viu de tudo nesse mercado de Shooters, mas de vez em quando surge algo que faz a gente parar tudo para prestar atenção. Sabe aquela sensação de querer um jogo que seja rápido como Doom, mas que tenha a atmosfera densa de BioShock e a variedade de personagens de Overwatch? Pois é, parece que a EchoFall Games leu nossos pensamentos e decidiu criar Deepward, um projeto que promete chutar a porta do gênero e entregar uma experiência visceral.
O clima aqui é de pura carnificina e tensão. A gente não está falando de um tirozinho casual, mas de um FPS com mecânicas de roguelite, onde cada erro pode ser fatal e a morte realmente importa. É aquele tipo de jogo que te deixa com a mão suando no mouse, sabendo que um encontro errado com um monstro pode mandar todo o seu progresso para o ralo, elevando o hype para quem gosta de desafio de verdade.

Para entender onde Deepward se encaixa, a gente precisa olhar para o que está acontecendo com a franquia Doom. Recentemente, Doom: The Dark Ages recebeu a expansão Revelations, que a galera e a crítica amaram, provando que a fórmula de aniquilar demônios nunca sai de moda. Porém, nem tudo são flores, já que a id Software passou por aquele corte absurdo de funcionários da Microsoft, o que deixou a comunidade bem cabreira sobre o futuro da desenvolvedora.

É nesse cenário de incertezas que Deepward surge como um sopro de esperança para quem quer aquela adrenalina pura. O trailer de anúncio já entrega a pegada: heróis usando armas duplas, quebrando portas e detonando hordas de zumbis em cenários que parecem saídos de um pesadelo gótico. A ambientação acontece nas "Profundezas", um lugar que mistura a mansão mais assustadora que você já viu com labirintos cavernosos, câmaras de tortura e rios de ácido.

Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a dinâmica de personagens. Você não controla apenas um herói genérico, mas pode alternar entre seis personagens diferentes, cada um com seu próprio arsenal, habilidades únicas e medidores de vida. Essa pegada lembra bastante a estratégia de Shooters modernos, onde a composição do grupo e a escolha do personagem definem se você vai atropelar os inimigos ou ser atropelado por eles.

Mas o verdadeiro "pulo do gato" aqui é o sistema de sanidade, que bebe a fonte de clássicos como Eternal Darkness: Sanity’s Requiem. Enquanto você explora a propriedade amaldiçoada nas florestas da Carpatia, não luta apenas contra monstros físicos, mas contra a sua própria mente. Alucinações, distorções visuais e sussurros sobrenaturais começam a invadir a tela, fazendo com que a realidade e a loucura se misturem de um jeito bem perturbador.

Sobre quem está no comando, a EchoFall Games não é qualquer amadora. O estúdio é formado por talentos que lideraram o desenvolvimento na Madfinger Games e na HGames-ArtWorks, então eles sabem exatamente como criar aquele ritmo implacável e temas sombrios que tornam os melhores jogos de tiro memoráveis. Dá para sentir que existe um DNA de veteranos aqui, focados em entregar gameplay puro sem enrolação.
Agora, vamos falar da parte que dói: a data de lançamento. Infelizmente, a gente ainda vai ter que esperar um bocado, pois a previsão de chegada na Steam é apenas para 2027. Sim, você leu certo, ainda temos um caminho longo até lá. Um playtest deve acontecer em breve, mas para quem tem o dedo coçando para atirar em monstros, doze meses de janela são uma eternidade.
No fim das contas, Deepward parece ter a receita certa para não flopar. Se eles conseguirem equilibrar a dificuldade do roguelite com a profundidade do sistema de sanidade e a ação frenética dos personagens, teremos um dos jogos mais insanos dos próximos anos. O nível de ambição é alto, e se a execução for condizente com o que vimos, preparem os reflexos porque a pancadaria vai ser generalizada.
Meu veredito é que esse é, sem dúvida, um dos projetos mais interessantes para se observar no PC. A mistura de gêneros é arriscada, mas é justamente esse risco que cria obras-primas. Agora é respirar fundo, torcer para que o desenvolvimento ocorra sem percalços e esperar que 2027 chegue mais rápido do que um demônio faminto vindo em nossa direção.



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