Sabe aquele sentimento de encontrar um item lendário num baú que você jurava que estava vazio? Foi exatamente assim que a gente se sentiu ao descobrir Dragon Striker. A série estreou meio na surdina no Disney Plus em junho, sem aquele marketing agressivo que a Disney costuma usar para empurrar qualquer coisa, e acabou se tornando uma das melhores recomendações do ano. É bizarro como eles quase ignoraram a obra, focando em públicos mais casuais, enquanto entregaram algo que bate de frente com as melhores animações familiares da atualidade.
Para quem ainda não está por dentro, a série é produzida pelo Chouette Studios, baseado em Paris, e consegue equilibrar de forma magistral a sensibilidade narrativa do Oriente e do Ocidente. O resultado é um mix visual absurdo, unindo animação 2D de alta qualidade com uma história de amadurecimento que parece a colisão perfeita entre Avatar: The Last Airbender, Harry Potter e My Hero Academia. E sim, tem futebol no meio disso tudo, o que torna a série um prato cheio, especialmente para quem vive a obsessão da Copa do Mundo.

A trama gira em torno de Key Nagatatsu, um garoto do campo que sonha em entrar na Kal Asterock, uma academia onde a galera compete no gorotama, que é basicamente um futebol mágico. O hype começa de verdade quando o Key acidentalmente desperta o lendário Dragon tama, um poder absurdo que pertencia à sua falecida mãe. A partir daí, ele se junta a um time abandonado chamado Knights, formando aquele grupo clássico de desajustados que a gente ama em animes.

O que começa como uma simples história de esporte "underdog" logo escala para algo muito maior. Enquanto o time avança no torneio, eles começam a desenterrar conspirações antigas e verdades bem perturbadoras sobre a família do Key. O legal é que a série não tenta forçar um peso espiritual excessivo, mas cada habilidade de tama dos personagens parece ter sido pensada a dedo. A ambientação tem aquele clima aconchegante, mas épico, que lembra demais os clássicos RPGs como Chrono Trigger, que inclusive foi uma das inspirações declaradas dos criadores.
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Agora, vamos ao que interessa: a notícia bomba que rolou durante a Anime Expo de 2026. A Disney finalmente resolveu dar o holofote que a obra merece e confirmou que Dragon Striker terá uma Season 2 com lançamento previsto para o início de 2027. A nova temporada vai chegar tanto no Disney XD quanto no Disney Plus, o que deve ajudar a série a construir uma base de fãs muito maior e, quem sabe, gerar aquele debate infinito e inútil sobre se a obra é tecnicamente um anime ou não, já que foi feita em Paris.
Sobre o que esperar da Season 2, já sabemos que os Knights vão ter que lidar com amizades quebradas, segredos enterrados e um mal antigo enquanto lutam para chegar à final do Banner's Helm. A boa notícia é que o elenco original está de volta, com nomes como Akshay Kumar, Rebecca LaChance, Yeukayi Ushe, Waylon Jacobs e Evanna Lynch. Além disso, teremos novamente a trilha sonora fenomenal do compositor Kevin Penkin, que é um gênio e consegue elevar qualquer cena para outro patamar de emoção.
É sinceramente refrescante ver a Disney investindo em animação expressiva e fantástica assim, em vez de gastar todo o orçamento transformando cada clássico em live-action sem alma. O trabalho do Chouette Studios transpira paixão, e cada frame mostra que os artistas cresceram sonhando em fazer animações no estilo japonês. Se a empresa não flopar o marketing desta vez e der a visibilidade correta, temos tudo para ter a próxima grande obsessão animada da década.

No fim das contas, Dragon Striker prova que a fórmula de esporte + magia + drama familiar ainda funciona demais quando é feita com capricho. Para quem gosta de ver personagens evoluindo e mundos sendo expandidos, a espera até 2027 vai ser dolorosa, mas com certeza valerá a pena. Se você ainda não assistiu à primeira temporada, corre para o streaming porque você está perdendo uma das melhores coisas que a Disney já colocou no catálogo recentemente.



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