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Ex-devs de Burnout criam Star Wars: Galactic Racer com foco total em batidas brutais

Se você é daqueles que sente saudade daquela era onde jogos de corrida não eram simuladores chatos, mas sim verdadeiros festivais de metal retorcido e explosões, senta aí que a notícia é boa. A Fuse Games, estúdio fundado por veteranos da Criterion — a lendária mente por trás de Burnout e Need For Speed — resolveu resgatar essa essência com Star Wars: Galactic Racer. A proposta aqui é simples e visceral: eles querem entregar a "expressão mais pura dos games", focando no que realmente importa em uma corrida arcade: a adrenalina e, principalmente, o impacto.

O papo com o CEO Matt Webster deixa claro que a indústria se perdeu um pouco ao colocar botões de *rewind* em todo lugar. Para a Fuse Games, a batida não é apenas um efeito visual bonitinho, mas sim a consequência real de um erro, algo que te ensina a pilotar melhor. Eles querem que as corridas de Star Wars: Galactic Racer pareçam verdadeiras brigas de bar espaciais, onde cotoveladas e jogadas no muro são a única forma de garantir a vitória. É aquele tipo de gameplay agressivo que a gente amava nos clássicos do N64 e do PS2, sem frescuras e com muita destruição.

A grande reviravolta aqui é que o jogo não é apenas um racer comum, mas sim um roguelite. Sim, você leu certo. A estrutura é baseada em *runs*, onde você tenta chegar o mais longe possível na Galactic League antes de ser completamente reduzido a sucata. A tensão é absurda porque, se você crashar feio ou terminar fora do top 3, você perde seu token de corrida e volta para o começo. É um ciclo de tentativa, erro e upgrade que mantém o hype lá no alto, já que cada tentativa é única e a pressão para não flopar na pista é constante.

Imagem Cena de With Star Wars Galactic 2

Falando em mecânicas, a Fuse Games não economizou nos detalhes da destruição. Quando você bate, as peças voam para todo lado, braços de pilotos balançam desesperados e as naves explodem de um jeito satisfatório demais. O jogo incentiva esse estilo "estrada anárquica", transformando a agressividade em uma estratégia legítima. Não é aquele tipo de jogo onde você tenta traçar a linha perfeita; é sobre quem consegue sobreviver ao caos enquanto joga o adversário para fora da pista com a maior violência possível.

Imagem Cena de With Star Wars Galactic 3

Para gerenciar sua progressão, você conta com a ajuda de um mecânico chamado Darius Pax. É com ele que você gasta suas recompensas para dar aquele buff na sua nave, melhorando a resistência e a velocidade para aguentar as próximas etapas. O sistema de mapas lembra muito o que vimos em FTL: Faster Than Light, com uma árvore de caminhos ramificada onde você escolhe qual setor enfrentar. Os eventos são randomizados, então você nunca sabe se a próxima corrida será um sprint insano ou algo com twists que podem arruinar seus planos.

Imagem Cena de With Star Wars Galactic 4

Tecnicamente, o jogo parece estar mirando em uma experiência de 60fps constantes para garantir que a sensação de velocidade seja real, algo indispensável para quem vem da escola Burnout. A diversidade de veículos, que inclui pods, speeders e bikes, adiciona uma camada de variedade necessária para que as *runs* não se tornem repetitivas. A ideia de que a corrida é brutal, inspirada nas disputas viscerais de Star Wars: Episódio I, é o que realmente vende a alma do projeto.

É refrescante ver um estúdio assumindo que a diversão está no caos e não na simulação perfeita. Em um mercado saturado de jogos de mundo aberto gigantescos e vazios, um projeto focado em arcade puro, com começo, meio e fim (e muitas explosões), é exatamente o que a gente precisa. A aposta no modelo roguelite pode dividir opiniões, mas para quem curte o desafio de "tentar só mais uma vez", vai ser um vício absurdo.

No fim das contas, Star Wars: Galactic Racer parece ser a carta de amor perfeita para quem cresceu jogando no PS2 e sentia falta daquela agressividade gratuita nas pistas. Se a Fuse Games conseguir entregar a fluidez que prometem, teremos um dos racers mais insanos dos últimos anos. Agora é só torcer para que o jogo não seja nerfado demais no lançamento para tentar agradar todo mundo e acabe perdendo essa essência bruta.

Links Úteis

* Star Wars: Galactic Racer Trailer

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