Cara, segura o coração porque o fechamento da trilogia de remake mais aguardada da década finalmente ganhou data e detalhes. A gente sabe que o hype em cima de Final Fantasy 7 Revelation está nas alturas, e a Square Enix resolveu soltar a bomba durante a Berlin Fan Fest do Final Fantasy XIV. O diretor Naoki Hamaguchi confirmou que o jogo chega no dia 8 de abril de 2027, mas não foi só isso que deixou a comunidade agitada; a empresa resolveu mexer na ferida de quem ainda ama colecionar discos.
A notícia parece boa à primeira vista: teremos sim uma versão física para quem não quer depender apenas de downloads. Só que aqui entra o "asterisco" gigante que faz qualquer colecionador querer chorar. A Square Enix avisou que o disco de Final Fantasy 7 Revelation não conterá o jogo completo. Você vai precisar de uma conexão com a internet para baixar dados adicionais antes de conseguir dar o play, o que é um nerf total na experiência de quem quer ter o jogo 100% offline, algo que tínhamos no Remake e no Rebirth.

Para piorar a situação, a galera que planeja jogar no novo hardware da Nintendo vai levar um choque. A versão física para o Nintendo Switch 2 não terá sequer um disco (óbvio), mas virá com um "Game-Key card". Traduzindo do corporativês para o gamer: é basicamente um cartão com um código para você resgatar o jogo digitalmente. É sinceramente revoltante ver a indústria tentando empurrar o digital goela abaixo enquanto cobra preços de luxo por um pedaço de papel.
Se você está se perguntando quanto vai custar esse prazer, prepare a carteira porque os valores são salgados. A Standard Edition sai por cerca de R$ 385, incluindo mimos dependendo da loja, como cartas de Magic: The Gathering ou pôsteres. Já a Deluxe Edition, que custa aproximadamente R$ 550, traz aquele kit básico de colecionador com artbook, mini-trilha sonora e o indispensável Steelbook para deixar na estante do PlayStation.

Para quem prefere o digital, a Premium Edition mantém o preço de cerca de R$ 550, mas joga o Story Expansion Pass e um acesso antecipado de 24 horas no pacote. Se você quiser ir além, a Premium Plus Edition sobe para aproximadamente R$ 605, adicionando a trilha sonora digital e alguns itens in-game que, convenhamos, não mudam a vida do jogador, mas alimentam o desejo de ter tudo.
Tem também a Final Fantasy 7 Remake Series Trilogy Edition, que custa cerca de R$ 467 e é a porta de entrada perfeita para quem perdeu o bonde dos jogos anteriores e quer maratonar tudo no PC ou consoles. Mas o verdadeiro "boss final" dos preços é a Collector's Edition. A brincadeira custa absurdos R$ 1.925 e vem com uma estátua premium do Cloud, Zack e Sephiroth costas com costas. É um valor bizarro, mas para quem é fã visceral, vira quase uma pechincha perto do preço de um console novo.

O jogo chega para PS5, Xbox Series X, Windows PC e o misterioso Nintendo Switch 2. É impossível não ficar empolgado com a conclusão da jornada do Cloud, mas é impossível não criticar essa mudança de política da Square Enix. Passar de discos multi-mídia totalmente offline para a dependência de internet no final da trilogia é, no mínimo, decepcionante. Parece que estão testando até onde a gente aguenta ser enrolado.
No fim das contas, Final Fantasy 7 Revelation tem tudo para ser um épico absurdo, mas esse lance da mídia física "capada" deixa um gosto amargo. A gente quer a conveniência do digital, mas não quer perder a posse do jogo. Se a Square Enix continuar nesse caminho, daqui a pouco vamos pagar R$ 385 por um QR Code impresso num panfleto. É o ápice do absurdo moderno.

Meu veredito é: compre o jogo porque a história merece, mas não espere que a indústria respeite quem gosta de ter o disco na mão. O hype continua, mas a paciência com as editoras está no limite. Agora é contar os dias até abril de 2027 e torcer para que o gameplay entregue tudo o que as promessas sugerem.
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