Se você é daqueles que sente um calafrio na espinha só de ouvir o ronco de um motor japonês turbo dos anos 90, senta aí que o papo é sério. A Playground Games resolveu mexer com a nossa nostalgia em Forza Horizon 6 com a chegada da Series 2 da Playlist de Festival, batizada de Horizon Decades. Para quem não está acompanhando, a ideia é celebrar as eras mais icônicas do automobilismo, e agora a gente entrou de cabeça na década de 90, que para mim, é simplesmente a era de ouro de qualquer entusiasta de carros.
O problema é que a nostalgia vem acompanhada de um nível de dificuldade que não está para brincadeira. Se você achou que ia só dar um passeio relaxante pelo mapa no seu Xbox Series X ou no PC, sinto informar que você tomou um baita nerf na sua expectativa. A segunda semana da série chegou chutando a porta e exigindo que a gente realmente saiba o que está fazendo com o volante ou o controle na mão, transformando o que deveria ser diversão em um verdadeiro teste de paciência e habilidade.

Nós aqui da Gamer Elite já testamos a fundo esses eventos e a primeira coisa que você precisa saber é que a intensidade subiu drasticamente. A Semana 2 não é apenas sobre correr rápido, mas sobre precisão cirúrgica em curvas que parecem feitas para te jogar para fora da pista. A seleção de carros dos anos 90 é fenomenal, mas alguns deles são verdadeiras savonetes se você não souber ajustar o tuning corretamente, o que torna a experiência bem mais punitiva do que vimos na primeira semana.

O grande vilão da vez é a segunda iteração do Trial. Para quem não lembra, o Trial é aquele evento cooperativo onde a comunidade precisa bater uma meta, mas que individualmente pode ser um pesadelo absoluto. Dessa vez, a Playground Games resolveu apertar o cerco, e se você não tiver um carro com a build perfeita, as chances de você passar raiva são gigantescas. É aquele tipo de desafio que te faz questionar por que você decidiu gastar horas do seu dia tentando conquistar um carro digital, mas a gente sabe que o hype de ter aquela máquina na garagem fala mais alto.
Se você está planejando limpar todos os objetivos da semana, já reserve umas duas horas da sua vida. Não tente fazer tudo correndo, porque a frustração bate rápido e você acaba cometendo erros bobos. A densidade desses desafios exige foco total, especialmente quando você está tentando manter os 60fps estáveis enquanto encara o cenário absurdo em 4K, que, convenhamos, é a única coisa que nos consola enquanto a gente bate no muro pela décima vez seguida tentando bater o tempo do evento.

Outro ponto que a gente precisa debater é esse ciclo de recompensas. É claro que os carros são lindos e a fidelidade visual de Forza Horizon 6 é surreal, mas sinto que a empresa está tentando forçar um engajamento através da dificuldade artificial em alguns pontos. Não estou dizendo que o jogo flopou, longe disso, mas existe uma linha tênue entre um desafio gratificante e um grind que beira o tédio. Mesmo assim, a sensação de cruzar a linha de chegada no Trial e ver que você conseguiu a recompensa é inigualável.

Para quem está começando agora ou está travado em algum evento, a dica de ouro é não ignorar a garagem. Gaste um tempo ajustando a pressão dos pneus e a suspensão; nos anos 90, os carros tinham comportamentos muito específicos e o simulador da Playground Games reflete isso. Se você tentar pilotar um clássico japonês como se fosse um supercarro moderno de 2026, você vai acabar no mato antes mesmo da primeira curva. É preciso respeitar a máquina e entender o tempo de resposta de cada troca de marcha.
No fim das contas, a Series 2 está entregando exatamente o que prometeu: uma viagem no tempo. Mesmo com a raiva que a gente passa nos eventos mais difíceis, não tem como negar que a curadoria de veículos está impecável. O jogo continua sendo a referência absoluta em mundo aberto para quem ama automobilismo, provando que, apesar das polêmicas sobre a dificuldade da Playlist, a essência de explorar e colecionar continua intacta.

Meu veredito é que a Semana 2 é um marco. Ou você aceita o desafio e se torna um mestre dos clássicos, ou vai reclamar no fórum que o jogo está difícil demais. Eu prefiro a primeira opção, porque nada supera a satisfação de dominar um carro temperamental e deixá-lo brilhando sob o sol do festival. Agora é só respirar fundo, ajustar o setup e ir para a pista moer tudo até que cada troféu esteja na sua estante virtual.



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