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James Gunn assume culpa por escolha musical polêmica em Supergirl e divide fãs

Cara, a gente sabe que mexer com fã de quadrinhos é como tentar desarmar uma bomba com um palito de dente: qualquer erro e tudo explode na sua cara. O novo DCU está tentando se encontrar, e a chegada de Supergirl, lançada em 26 de junho de 2026, trouxe aquela mistura de hype com aquela pontinha de medo que a gente sempre tem quando a DC Studios decide reinventar a roda. O filme chegou nos cinemas com a missão de consolidar a visão do James Gunn, mas parece que um detalhe específico está deixando a galera bem confusa.

A treta da vez gira em torno de uma cena de luta em câmera lenta que virou o assunto principal nas redes sociais. Estamos falando daquele momento épico onde a Kara Zor-El (interpretada pela Milly Alcock) resolve soltar todo o seu poder kryptoniano para defender a Ruthye (Eve Ridley) de um ataque brutal dos Brigands e do vilão Krem (Matthias Schoenaerts). Visualmente, a parada parece animal, mas é aí que entra o problema: a trilha sonora.

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Para quem assistiu, o choque veio quando começou a tocar um cover de "The Middle", do Jimmy Eat World, performado por Kelty Greye e KidMotel. Se você estava esperando algo orquestral ou uma vibe mais solene para a sequência de ação final, recebeu um pop/rock alternativo que não encaixou na cabeça de muita gente. O diretor Craig Gillespie abriu o jogo em uma conversa com a Rolling Stone e admitiu que a escolha não foi nada simples, envolvendo um processo de tentativa e erro que beirou o caos.

Segundo o Gillespie e a roteirista Ana Nogueira, eles chegaram a analisar cerca de 45 músicas diferentes para tentar achar a batida perfeita para aquela cena. Imagina o nível de indecisão! No fim das contas, quem deu a palavra final e ajudou a bater o martelo foi ninguém menos que o James Gunn. O diretor do filme deu todo o crédito ao co-CEO da DC Studios, confessando que a discussão durou até a última semana de pós-produção. É aquele toque clássico do Gunn, que adora colocar músicas inusitadas para criar contrastes, como ele fez nos Guardiões da Galáxia.

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Só que, meu amigo, o que funciona em um filme de alienígenas engraçados nem sempre funciona com a Supergirl. A internet não perdoou. Enquanto alguns acharam a escolha "perfeita" para mostrar que a Kara ficaria bem, a maioria do público ficou coçando a cabeça. Tem gente falando que a cena flopou por causa disso e que, se você precisa testar 45 músicas para saber se uma funciona, talvez a resposta seja: "não use nenhuma música externa".

O sentimento geral é de que um tema original, composto especificamente para a personagem, teria dado muito mais peso emocional para a luta. Um fã comentou que, mesmo gostando do filme no geral, a versão da música escolhida simplesmente não faz sentido ali. É aquele tipo de decisão artística que divide opiniões: ou você ama a ousadia do James Gunn, ou você acha que ele está tentando forçar a própria identidade em todos os projetos do DCU.

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Se a gente olhar para as notas, o filme não está exatamente voando. A IGN deu uma nota 6/10, o que basicamente diz que o longa é "ok", mas longe de ser a obra-prima que a gente queria para inaugurar essa fase da DC. A performance da Milly Alcock parece ter sido bem recebida, mas a direção e algumas escolhas de roteiro no ato final estão gerando debates acalorados entre os cinéfilos e os leitores de HQs.

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No fim das contas, essa polêmica serve como um termômetro para o que podemos esperar do novo universo compartilhado. O James Gunn tem uma visão muito clara e um estilo bem marcado, mas ele vai precisar de cuidado para não deixar que suas manias de "needle drop" (aquela técnica de inserir músicas conhecidas) acabem distraindo o público da narrativa principal. A Supergirl tem potencial para ser um pilar do DCU, mas detalhes bobos como esse podem tirar o brilho de cenas que deveriam ser icônicas.

Meu veredito? A ousadia é legal, mas tem hora que o menos é mais. Quando você tem uma personagem com o peso da Kara Zor-El, você não precisa de um cover de pop-punk para dar emoção; o poder dela já deveria fazer isso sozinho. Agora, ainda não se sabe se o público vai abraçar essa escolha com o tempo ou se isso vai virar meme de "erro de direção" pelos próximos anos. O importante é que o debate está vivo e a DC Studios agora sabe que os fãs estão de olho em cada nota musical.

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