MMORPG

Microsoft corta centenas de desenvolvedores de The Elder Scrolls Online e assusta comunidade

Cara, a indústria de games não cansa de nos surpreender negativamente, e a última bomba caiu bem onde a gente menos esperava. Quem acompanha o cenário de MMORPG sabe que a estabilidade de um time de desenvolvimento é a alma do jogo, mas a Microsoft resolveu dar um golpe baixo e aplicar um corte brutal na equipe de The Elder Scrolls Online. É aquele tipo de notícia que deixa qualquer gamer com a pulga atrás da orelha, especialmente quando vemos gigantes tratando talentos como se fossem números em uma planilha de Excel.

O que torna tudo mais absurdo é a hipocrisia da situação, porque a Microsoft tinha acabado de reforçar esse time há apenas dois anos. O papo era de expansão, de levar o jogo para novos patamares e de investir pesado na experiência do usuário no PC, Xbox e PS5. Aí, do nada, a empresa resolve mudar de ideia e passa o trator, eliminando a força de trabalho que mantinha as engrenagens girando. É o puro suco do capitalismo corporativo que a gente tanto odeia, onde o hype de ontem vira o corte de custos de hoje.

Para vocês terem uma ideia do tamanho do estrago, foram mais de 200 desenvolvedores que foram chutados do projeto. Estamos falando de uma parte massiva da equipe de *live service*, que é quem cuida dos patches, correções de bugs e daquele conteúdo fresco que mantém a gente logado. Quando você remove tanta gente de uma vez, você não está apenas economizando dinheiro, você está aplicando um nerf gigantesco na capacidade de inovação do título.

Imagem Cena de MMO Week in Review 1

A análise técnica da situação é ainda mais preocupante, pois comenta-se que o jogo pode regredir para um estado de desenvolvimento similar ao período entre 2015 e 2018. Quem jogou The Elder Scrolls Online naquela época lembra que, embora tivesse charme, o ritmo de atualizações e a polidez do sistema eram bem diferentes do que temos hoje. Voltar para aquele patamar de entrega significa que novidades substanciais vão demorar eras para chegar e a manutenção do mundo vai ficar bem mais precária.

Essa mentalidade de a Microsoft tratar um jogo vivo como um produto estático é perigosa demais. Em um MMORPG, se o conteúdo para de evoluir ou se a qualidade cai drasticamente, a base de jogadores some em questão de semanas. A comunidade não perdoa quando sente que o jogo foi abandonado ou que a equipe foi reduzida a um esqueleto apenas para manter os servidores ligados enquanto lucram com as microtransações.

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Enquanto isso, o resto do gênero tenta respirar. Nós vimos a movimentação do Warframe com a TennoCon, que trouxe aquele clima de festa e novidades que a gente gosta de ver. É um contraste bizarro: de um lado, temos comunidades celebrando a evolução de seus universos e, do outro, o desespero de quem vê The Elder Scrolls Online perdendo seus cérebros para a política interna de uma empresa que parece não saber o que quer com seus estúdios.

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Além disso, a expectativa em torno de Aion 2 mostra que ainda existe fome por novas experiências massivas, mas a sombra dessas demissões paira sobre todo o mercado. Se a Microsoft, com todo o dinheiro do mundo, resolve fazer esse tipo de corte, quem garante que outros estúdios não vão seguir o mesmo caminho? A sensação é que estamos entrando em uma era onde a eficiência financeira vale mais do que a qualidade do gameplay ou a satisfação do jogador.

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Olha, papo reto, eu já vi muita coisa em 15 anos cobrindo games, mas esse ciclo de contratar centenas de pessoas para depois demiti-las em massa é degradante. A Microsoft pode até dizer que está otimizando processos, mas para quem está no controle do personagem, isso cheira a descuido. Se o jogo flopou em algum indicador interno que eles não revelam, deveriam ser honestos em vez de simplesmente decapitar a equipe de desenvolvimento.

No fim das contas, quem paga a conta é a gente. O jogador que investiu tempo e dinheiro em The Elder Scrolls Online agora tem que torcer para que os desenvolvedores que ficaram consigam carregar o piano sozinhos. É triste ver um título tão icônico virar refém de decisões de executivos que provavelmente nem sabem a diferença entre um *tank* e um *healer*.

O meu veredito é que a Microsoft jogou um jogo perigoso aqui. Eles podem ter salvado alguns milhões no curto prazo, mas podem ter destruído a confiança de milhares de jogadores no longo prazo. Agora é esperar para ver se o próximo grande update vai chegar com a qualidade de sempre ou se vamos sentir o peso desses 200 profissionais a menos em cada canto do mapa.

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