Mano, a Yacht Club Games simplesmente não brinca em serviço quando o assunto é desafiar a paciência do jogador. A gente já sabe que eles amam entregar conteúdo denso, mas o que descobriram agora sobre Mina the Hollower está em outro nível de sadismo. O jogo já é incrível por si só, com aquela pegada de exploração e combate viciante, mas ter um final secreto é quase a assinatura da empresa. O problema é que, para chegar nesse desfecho alternativo, você precisa basicamente jogar o game de um jeito que anula quase tudo o que torna a experiência divertida.
O hype em cima de Mina the Hollower está gigante, e não é para menos, já que o título conseguiu desbancar até gigantes em rankings de crítica recentemente. Mas olha, se você é do tipo que gosta de sair quebrando tudo e fazendo todas as quests opcionais para platinar o jogo na Steam ou no PC, sinto te informar que você está no caminho errado para esse final. É aquele tipo de segredo que você só descobre se for um minerador de dados profissional ou se tiver a paciência de um monge budista, porque os requisitos são, literalmente, brutais.
Quem trouxe essa bomba à tona foi o YouTuber ChickenSoup, que passou as últimas semanas vasculhando cada centímetro do código e da gameplay para entender o que acontece quando a Mina não dá motivos para ser condenada. Basicamente, o personagem Lionel atua como um juiz moral no final do jogo, e se você fez qualquer coisa que ele considere "errada" ou "destrutiva", já era, você perde a chance do final secreto. O nível de detalhe aqui é bizarro, porque não é só sobre não matar NPCs, mas sobre pequenas ações que a gente faz no automático.
Para você ter uma ideia do tamanho do problema, a lista de "coisas que você NÃO pode fazer" é maior do que a de coisas permitidas. Você não pode selar o Duke na cripta, não pode fazer carinho no cachorro monstro em Sandfalls e, pasmem, não pode nem chutar a lata quando as crianças pedem. Se você derrotar a Mock Moon ou atacar o monstro-coelho, o Lionel vai anotar isso na listinha dele de pecados e você vai dar tchau para o final secreto. É um nível de restrição que transforma o jogo em um simulador de "boa menina", o que é engraçado considerando que a Mina carrega um martelo gigante.
E não para por aí, a Yacht Club Games resolveu apertar ainda mais o cerco com restrições de locomoção e interação. Você não pode usar o trem em nenhum momento, exceto na primeira visita ao Coltrane Peak. Qualquer ação que cause dano a outro personagem, até mesmo pular em cima de uma folha senciente, conta como ponto negativo. É aquele tipo de nerf autoimposto que deixa qualquer jogador veterano maluco, porque você tem que policiar cada botão que aperta para não estragar o save.
Claro que existem algumas obrigações para balancear esse sofrimento. Você PRECISA resgatar as três crianças em Septemburg (o que é óbvio, já que você ganha um trinket massa por isso), dar ossos para todos os mendigos que pedirem ajuda e garantir que o Cappy te acompanhe logo após a queda do navio no início da história. Ou seja, você tem que ser a pessoa mais caridosa do mundo enquanto ignora 90% do conteúdo opcional do jogo. É quase como se a Yacht Club Games estivesse dizendo: "Quer o final secreto? Então esqueça a diversão de explorar tudo".
Mas agora chegamos no ponto onde a coisa fica realmente impossível: a regra das luzes. Para desbloquear esse final, você não pode destruir NENHUMA lâmpada ou vela durante toda a jornada. O Lionel considera isso como dano à ilha, e soldados exemplares não quebram a mobília, certo? O problema é que quebrar candelabros é a forma principal de conseguir novas armas secundárias e joules, e eles estão espalhados de um jeito que é quase impossível não esmagar um durante o caos do combate.
Quem joga como eu, saindo no soco e destruindo tudo que vê pela frente, sabe que isso é um pesadelo. Tentar fazer um "no-damage run" em objetos de cenário enquanto luta contra monstros frenéticos exige uma precisão de 4K nos reflexos. Se você for um jogador mais casual, esquece, esse final foi feito para os completionists mais insanos ou para quem usa guias passo a passo. É aquele tipo de desafio que a gente respeita, mas que prefere que outra pessoa faça por nós.
Se você for um desses heróis e conseguir sobreviver a tudo isso, a recompensa é a mudança na percepção dos personagens. Os amigos do Lionel não vão reclamar que você é malvada e o próprio Lionel vai te convidar para se juntar à cruzada dele para tornar o mundo um lugar melhor (do jeito dele, claro). Ao aceitar, você desbloqueia uma sequência de créditos totalmente diferente e uma cena pós-créditos inédita que fecha a história de uma forma bem mais "iluminada".
Sinceramente, eu acho que a Yacht Club Games passou do ponto nessa. É legal ter segredos, mas quando o requisito é "não jogue o jogo do jeito que ele foi desenhado", isso começa a beirar o masoquismo. O jogo é maravilhoso, a performance está lisa, mas exigir que o jogador ignore mecânicas básicas de coleta de recursos (como quebrar velas por joules) para ver um final diferente é meio forçado. Ainda assim, é esse tipo de loucura que gera discussões na comunidade e mantém o jogo vivo nas redes sociais.
Vocês acham que esse tipo de desafio é massa ou é só sadismo dos desenvolvedores? Deixe sua opinião nos comentários!