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Novo Hagrid de Harry Potter da HBO assume que fãs podem odiá-lo

Olha, vamos ser sinceros aqui: tentar substituir um ícone como Robbie Coltrane é praticamente uma missão suicida. O cara definiu o que era o Hagrid para gerações inteiras, e agora a HBO resolveu que é hora de resetar tudo com essa nova série de Harry Potter. O hype é gigante, mas a pressão sobre o novo elenco é proporcional, e o ator Nick Frost sabe disso melhor do que ninguém. Ele não está tentando fingir que vai agradar todo mundo, e honestamente? Essa é a atitude certa para não surtar.

Nós aqui vimos que o Nick Frost foi bem pé no chão em uma entrevista recente ao *The Times*. Ele deixou claro que é natural existir uma diferença brutal entre a sua versão do guardião de Hogwarts e a do saudoso Coltrane. A grande sacada aqui, segundo ele, é que a série tem muito mais tempo de tela. Enquanto nos filmes o personagem tinha cerca de duas horas e meia por longa, na série teremos quase oito horas por temporada. Isso abre espaço para explorar camadas do Hagrid que ficaram guardadas nos livros e que nunca chegaram ao cinema.

Imagem Cena de Nick Frost Says Some 1

Sobre a construção do personagem, o Nick Frost revelou que está indo por um caminho bem específico. Ele decidiu usar um sotaque de Bristol, lembrando muito a vibe do personagem Wheatley do jogo Portal 2, o que já dá uma pista de que teremos um Hagrid com um temperamento diferente. Ele descreveu sua versão como alguém "legal e um pouco quieto", tentando resgatar aquela essência quase infantil que o personagem tem nos livros, contrastando com aquele tamanho colossal de meio-gigante.

Para chegar nesse tom, o ator buscou inspiração em fontes bem curiosas. Além de lembranças de um tio que teve problemas de saúde na infância e nunca "cresceu" mentalmente, ele se baseou fortemente na performance lendária de Michael Clarke Duncan como John Coffey no filme The Green Mile. É aquela pegada de gigante gentil, mas com uma vulnerabilidade que pode bater forte no público. O problema é que, para quem cresceu com a versão dos filmes, qualquer mudança pode soar como um nerf na nostalgia.

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E não é só o Hagrid que está sob os holofotes. O elenco mirim já foi revelado e a galera está dividida. Temos Dominic McLaughlin como Harry, Alastair Stout como Ron e Arabella Stanton como Hermione. Ainda temos Amos Kitson como o insuportável Dudley Dursley e Lox Pratt interpretando o Draco Malfoy. É um elenco novo, com rostos novos, e a HBO está apostando alto para que a química entre eles salve a série de virar apenas um *cash-grab* sem alma.

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Outro ponto que chama a atenção é o nível de investimento. A HBO admitiu abertamente que está gastando valores que normalmente não gastaria em nenhuma outra produção. O orçamento é colossal, e isso reflete nos cenários. Recentemente, vazaram imagens do novo Beco Diagonal que deixaram todo mundo de queixo caído. Mas, com tanto luxo, veio a desgraça: ladrões começaram a roubar itens do set, o que forçou a produção a tomar a medida mais absurda de todas: colocar microchips nas vassouras para evitar furtos.

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No fim das contas, o Nick Frost sabe que vai ouvir que "esse não é o meu Hagrid", mas ele parece estar em paz com isso. Para mim, esse é o único caminho possível. Tentar imitar o Robbie Coltrane seria um erro fatal e provavelmente faria a série flopar logo de cara por parecer uma cópia barata. O segredo do sucesso aqui será a fidelidade aos livros e a coragem de arriscar em interpretações novas.

Se a HBO conseguir equilibrar esse orçamento astronômico com um roteiro que não tente apenas repetir o que já vimos nos filmes, temos a chance de ter algo épico. Mas, se focarem apenas no visual e esquecerem a alma dos personagens, vai ser só mais um reboot desnecessário. Por enquanto, sigo com aquele sentimento de "quero ver, mas tenho medo", especialmente sabendo que as vassouras agora têm GPS.

Eu acredito que a série tem tudo para dar certo se tratar o material original com respeito. O Nick Frost é um ator fantástico e trazer essa vibe de The Green Mile para o Hagrid pode adicionar uma profundidade emocional que os filmes, por causa do tempo limitado, acabaram simplificando. Agora é contar os dias e torcer para que a produção não leve realmente 20 anos para terminar.

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