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Perdido em Marte: Sol One transforma a sobrevivência espacial em um desafio insano

Se você, assim como eu, não consegue ver um filme de ficção científica sem pensar em como seria a gameplay disso, prepare o coração. Sabe aquele sentimento de desespero total de quando o Matt Damon percebe que foi esquecido em Marte em *Perdido em Marte*? Pois é, alguém olhou para aquilo e pensou: "Isso daria um jogo de sobrevivência animal". E foi exatamente assim que nasceu o Sol One, a nova aposta da desenvolvedora yeetgench que promete colocar a gente pra ralar no solo marciano.

A premissa é simples, mas brutal: a missão acabou, sua tripulação foi embora e, por um erro grotesco (ou pura maldade), você ficou para trás. Agora você está sozinho no PC, equipado apenas com um traje de pressão e a vontade de não morrer congelado ou sufocado. É aquele tipo de começo que já gera um hype imediato porque a sensação de isolamento é palpável desde o primeiro segundo de jogo.

Imagem Cena de Speaking of Matt 1

O jogo começa com você acordando no meio de destroços após uma tempestade de areia devastadora, com seu traje gritando avisos críticos de falha. É basicamente um simulador de pânico onde você precisa improvisar com o que tiver à mão. E sim, para quem é fã da obra de Andy Weir, a parte mais icônica está presente: você vai ter que plantar batatas para não morrer de fome. Se você vai usar "fertilizantes orgânicos" como no filme, o jogo não confirma, mas eu sinceramente não ficaria surpreso se tivéssemos que lidar com isso para garantir a colheita.

Imagem Cena de Speaking of Matt 2

Mas não se enganem achando que é só um simulador de fazendinha espacial. O Sol One escala a dificuldade rapidamente porque você não está esperando um resgate heróico da NASA. Aqui, a pegada é a autossuficiência total. Se você quer voltar para a Terra, vai ter que construir o seu próprio foguete do zero. Isso transforma o jogo em um loop intenso de exploração e mineração, onde cada pedra conta para a sua sobrevivência.

Imagem Cena de Speaking of Matt 3

Para tirar esse projeto do papel, você vai precisar minerar ferro, cobre, sílica, gelo e até urânio. Tudo isso passa por fundições e fabricadores para transformar matéria bruta em peças complexas que expandem seu abrigo precário em uma base tecnológica de respeito. É aquele estilo de gameplay que a gente ama em Notícias de jogos de sobrevivência: começar com nada e terminar com uma fortaleza automatizada.

Imagem Cena de Speaking of Matt 4

Uma coisa que achei sensacional e que o Matt Damon provavelmente esqueceu de tentar é a automação. No Sol One, você pode enviar rovers autônomos para fazer o trabalho sujo de reconhecimento e transporte enquanto você gerencia a base. Isso evita que o jogo se torne um grind chato e permite que você foque na parte estratégica da engenharia espacial, o que dá um fôlego a mais para quem odeia ficar apenas apertando um botão de minerar por horas.

Outro ponto que merece destaque é a fidelidade visual e climática. A yeetgench caprichou na atmosfera: o céu muda de um daylight enferrujado para um pôr do sol azul frio, e a Via Láctea aparece em todo o seu esplendor à noite. Mas a beleza é traiçoeira, pois as tempestades de poeira que surgem no horizonte não são apenas visuais; elas derrubam a eficiência dos seus painéis solares e reduzem a visibilidade a quase zero, forçando você a recalcular cada passo.

O foco aqui é a ciência aplicada e a resolução de problemas. Não tem magia, não tem alienígena saltando na sua jugular; o seu maior inimigo é a física e a falta de oxigênio. Para quem curte jogos com essa pegada mais "pé no chão", o Sol One parece ser a escolha certa para preencher o vazio de jogos de sobrevivência espacial realmente densos no Steam.

O título chega em acesso antecipado no dia 30 de julho de 2026 para PC. É aquele momento crítico onde o jogo pode ou virar um clássico cult do gênero ou flopou por falta de polimento, mas a promessa de construir seu próprio caminho de volta para casa é forte demais para ignorar.

Na minha visão, se a mecânica de construção de foguetes for tão complexa e recompensadora quanto a mineração parece ser, temos um potencial hit nas mãos. O mercado de sobrevivência está saturado de clones de *Rust* e *Ark*, então ver algo que foca na ciência e no isolamento absoluto é um sopro de ar fresco (literalmente, já que oxigênio é artigo de luxo em Marte).

No fim das contas, Sol One é para quem gosta de sofrer um pouco para sentir a vitória. Se você tem paciência para lidar com a escassez de recursos e a solidão do planeta vermelho, esse jogo vai te prender por horas. Agora é só torcer para que a otimização no lançamento não seja um pesadelo e que a gente consiga decolar sem explodir a base inteira.

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