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Sand: Raiders of Sophie é basicamente um Sea of Thieves no deserto e o caos é real

Sabe aquele sentimento de quando um jogo chega com uma premissa tão maluca que você não sabe se vai ser a melhor coisa do ano ou um flop total? Pois é, Sand: Raiders of Sophie acabou de aterrissar no early access da Steam depois de alguns adiamentos de última hora, e eu já mergulhei de cabeça nesse deserto. A primeira coisa que bateu na minha mente depois de algumas horas de gameplay foi: 'Cara, isso aqui é literalmente um Sea of Thieves, mas em vez de navios e oceanos, a gente tem mechs gigantes e dunas de areia'.

O jogo se propõe a ser um extraction shooter com construção de bases em primeira pessoa, e a vibe é completamente insana. Você começa a sua jornada em uma estação espacial com aquele visual gaslamp vitoriano, orbitando um planeta desértico, e a partir daí o bicho pega. Não é só descer e atirar; existe toda uma camada de preparação e logística que deixa a experiência bem mais densa do que a maioria dos shooters casuais por aí.

Imagem Cena de  Sand Raiders of 1

O grande coração do game são as 'tramplers', que são basicamente bases móveis gigantescas que andam pelo mapa. Você pode montar a sua do zero, encaixando módulos e personalizando cada detalhe, ou usar modelos que já vêm prontos. Antes de qualquer missão, você precisa preparar seu equipamento: escolhe suas armas de mão, como pistolas, escopetas ou rifles, e carrega caixotes com artilharia pesada, tipo canhões de 40mm e 80mm, para montar na sua base. É um nível de detalhismo que me lembrou muito a gestão de tripulação de navio, onde cada item faz diferença na hora do aperto.

Imagem Cena de  Sand Raiders of 2

Quando você finalmente desce no planeta, a diversão (ou o desespero) começa. Você precisa correr pela sua base customizável, montar as armas nos pontos externos, carregar munição e ligar aquele motor colossal manualmente. Para dirigir a coisa, você vai para o posto de comando e começa a puxar alavancas gigantes, me senti quase o Kenneth Branagh no filme *Wild Wild West* pilotando aquele robô aranha. O resultado é um colosso barulhento e cuspindo fumaça que avança lentamente pelas dunas, chamando a atenção de todo mundo no mapa.

Imagem Cena de  Sand Raiders of 3

Jogar isso solo é um desafio absurdo, quase um teste de sanidade. O feeling de 'multitarefa' é constante: você precisa pilotar o mech, ajustar a velocidade, conferir o mapa e, ao mesmo tempo, escanear o horizonte procurando por loot ou nuvens de fumaça preta, que indicam a presença de outros jogadores. E tem a parte tensa: para saquear locais, você precisa abandonar a segurança da sua base e correr pela areia, sentindo aquele frio na espinha de que algum outro jogador pode surgir do nada e explodir sua base enquanto você está distraído.

Imagem Cena de  Sand Raiders of 4

Na hora da treta, o caos é glorioso. Você tem que largar o volante e correr para as torres de tiro, que muitas vezes estão do outro lado do veículo. É uma correria insana para recarregar os canhões, mirar, consertar os danos e garantir que o mech continue andando para não virar um alvo estático. Se você não for rápido, acaba batendo em alguma pedra gigante ou em destroços de naves enferrujadas. A adrenalina é alta porque, ao contrário de outros jogos, se o seu veículo for destruído, você não dá respawn com um novo; você tem que construir tudo de novo.

Outro ponto que merece destaque é o sound design, que está impecável. O som das engrenagens rangendo, os cabos batendo e o barulho ensurdecedor dos canhões fazem você sentir o peso daquelas máquinas. Você consegue ouvir batalhas acontecendo longe no mapa, o que cria uma tensão constante. No lado do PvE, temos NPCs tipo ghouls que guardam o loot, mas eles são meio básicos, apenas correndo na sua direção. O perigo real vêm dos autômatos que descem da órbita, trazendo um nível de ameaça bem mais sério para a sua operação.

No fim das contas, Sand: Raiders of Sophie é um experimento ousado que mistura a gestão de um navio com a tensão de um extraction shooter. Não é um jogo para quem quer algo relaxante; é para quem gosta de se sentir sobrecarregado e ama a sensação de conquista após sobreviver a um combate brutal. A curva de aprendizado é íngreme, mas a recompensa de ver sua base customizada dominando o deserto é gratificante demais.

Meu veredito é que o jogo tem um potencial absurdo, mas vai precisar de muitos polimentos enquanto estiver no early access para não afastar os jogadores solo. Se você curte a pegada de Sea of Thieves, mas prefere metal, engrenagens e areia no lugar de água e piratas, esse título é obrigatório na sua biblioteca do PC. É caótico, é difícil, mas é exatamente por isso que é divertido.

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* Trailer Oficial

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