Notícias

Simulador de Apocalipse Zombie: Por que zumbis rápidos são muito melhores que lentos

Sabe aquela sensação de jogar um game de zumbi e sentir que você perdeu a melhor parte da história? Pois é, a maioria dos jogos começa quando o mundo já era, com a cidade em chamas e você tentando sobreviver com um cano de ferro na mão. Mas e aquela parte frenética, aquele caos inicial onde a sociedade colapsa em questão de horas enquanto a polícia tenta, sem sucesso, conter a horda? É exatamente nesse nicho que entra o DeadOS, um simulador de surto que é basicamente o sonho de qualquer fã de teoria da conspiração ou de quem gosta de ver o mundo pegar fogo do conforto do PC.

Imagem Cena de  I tried to 1

Eu tentei criar a cidade perfeita para o caos, batizei de "Zombieville" (sim, eu sei que o nome é trash e totalmente sem criatividade) e achei que ia ser moleza. Desenvolvi um patógeno tão agressivo que faria o vírus de 28 Days Later parecer um resfriado comum: transmissão instantânea, conversão ultra rápida e zumbis que corriam o dobro da velocidade de um humano médio. No papel, a humanidade estaria extinta em dias. Mas aí veio a realidade do simulador e a primeira paciente zero, a Ruby Mancini, foi infectada e, antes mesmo de dar o primeiro bote, foi atropelada por um carro. Sim, o apocalipse flopou antes mesmo de começar porque a primeira zumbi foi esmagada por um motorista distraído.

Para quem não conhece, o DeadOS não é exatamente um "jogo" no sentido tradicional de ter missões e checkpoints. Ele é mais um sandbox de simulação, onde você configura as variáveis e observa a tragédia acontecer em uma cidade 3D gerada proceduralmente. O projeto é assinado por Benn Powell, um desenvolvedor indie que a galera mais hardcore conhece pelos mods de Randomizer da série Resident Evil. A inspiração aqui foi clara: as cutscenes de Resident Evil 3, onde a gente vê o helicóptero sobrevoando a cidade e o caos total acontecendo lá embaixo antes do gameplay começar. O cara basicamente decidiu transformar a cutscene no jogo inteiro.

Imagem Cena de  I tried to 2

O que deixa o DeadOS realmente interessante é a profundidade dos parâmetros. Você não apenas "solta o vírus", você define a população da cidade, a quantidade de policiais, quantos cidadãos estão armados e a facilidade de propagação. O Benn Powell começou a desenhar isso em 2019, logo antes da pandemia de Covid-19, e usou a experiência real para implementar conceitos como a "Taxa R" (taxa de reinfecção). No simulador, se esse número estiver acima de um, você tem uma infecção exponencial. É aquele tipo de detalhe técnico que transforma a brincadeira em algo quase científico, mas com a diversão de ver centenas de bonequinhos sendo devorados.

Imagem Cena de  I tried to 3

Agora, vamos falar do ponto polêmico: zumbis lentos versus zumbis rápidos. Existe uma ala de fãs que jura que o terror real está naqueles mortos-vivos que caminham devagar, criando aquela tensão psicológica. Mas, jogando DeadOS, fica claro que os zumbis rápidos são infinitamente superiores para gerar o hype do apocalipse. Quando você configura a velocidade dos infectados para o máximo, a polícia não tem a menor chance. Eles tentam montar barreiras, mas os zumbis simplesmente atropelam tudo. É um massacre visceral que mostra como a infraestrutura urbana é frágil quando o inimigo não sente medo e corre a 60fps na sua direção.

Imagem Cena de  I tried to 4

Claro que nem tudo é glória. Às vezes, você ajusta os parâmetros para serem letais e, mesmo assim, o surto não engrena. Pode ser que a polícia seja eficiente demais ou que a população armadinha consiga fazer um buff na defesa da cidade e aniquile os primeiros infectados. Isso prova que criar um apocalipse zombie convincente é muito mais difícil do que os filmes de Hollywood fazem parecer. Você precisa de um equilíbrio perfeito entre a letalidade do vírus e a incompetência das autoridades para que a cidade realmente caia.

No fim das contas, DeadOS é aquele tipo de experiência curiosa que você baixa na Steam para passar algumas horas testando cenários hipotéticos. Não espere gráficos de última geração ou uma narrativa profunda, mas espere um simulador honesto que foca na parte do horror que a maioria dos jogos ignora. É fascinante ver a cidade ser consumida aos poucos e perceber que, dependendo da configuração, a humanidade não dura nem uma semana.

Meu veredito é que o jogo é um prato cheio para quem ama simulação e quer experimentar a sensação de ser o "vilão" ou o "cientista louco" por trás de um surto global. Mesmo que a sua primeira tentativa termine com a paciente zero sendo atropelada por um táxi, a vontade de ajustar os sliders e tentar de novo é viciante. É um projeto indie com alma, que entende a fantasia do gênero e entrega isso de forma crua e direta.

Links Úteis

* DeadOS na Steam

🎬 Vídeo Relacionado

💬 Comentários da Comunidade

Carregando comentários...

← Ver todas as matérias
gamerelite:cookie-consent