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Star Fox 64 Voltando? Sim, Mas Rez Infinite Ainda é o Rei dos Rail Shooters!

Fala, galera! Bora falar de um gênero que, sejamos sinceros, está na UTI há anos: o rail shooter. Sabe aquele estilo de jogo onde você é empurrado por um trilho invisível enquanto explode tudo que aparece na tela? Pois é, parece que a Nintendo resolveu dar um choque de vida nessa galera com o remake de Star Fox 64 para o Nintendo Switch. A gente sabe que o jogo original de 1997 é um clássico absoluto, com aqueles animais antropomórficos pilotando naves num clima total de Star Wars, mas será que isso é o suficiente para salvar o gênero?

Sendo bem realista aqui, eu sinto que a Nintendo está mais interessada no hype dos bonecos e no potencial de merchandising do que em realmente fomentar um renascimento dos rail shooters. É aquele movimento clássico de pegar algo que a galera ama, dar um tapa no visual e vender a nostalgia. Mas ó, não me entendam mal, ter um Star Fox moderno é bem vindo, especialmente porque esse tipo de experiência, que no auge era o ápice do poder tecnológico dos consoles, hoje em dia é ignorado pela maioria dos desenvolvedores indie e das grandes empresas.

Se você quer explorar as raízes desse estilo no Nintendo Switch, tem opções como o Sega Ages Space Harrier, que é uma versão animal do arcade de 1985, ou o cultuado Sin and Punishment, da Treasure, que você consegue via assinatura do Nintendo Switch Online + Expansion Pack. Todos eles são sensacionais e entregam aquela adrenalina de ver o cenário vindo na sua direção em 3D, mas se a gente está falando do ápice, do topo da montanha, o papo é outro. O trono pertence a uma obra-prima chamada Rez Infinite.

Capa de Cena de Star Fox remakes the 1

Criado pelo visionário Tetsuya Mizuguchi e lançado originalmente pela Sega para Dreamcast e PlayStation 2 em 2002, Rez não é apenas um jogo, é quase um ritual. Enquanto Star Fox foca na guerra espacial, Rez mergulha fundo na cultura de clubes, no visual de Tron, na sinestesia e até na arte abstrata de Wassily Kandinsky. Você controla um hacker tentando limpar uma rede corrompida para despertar uma inteligência divina. Pode parecer papo furado, mas quando você começa a jogar, a atmosfera te engole de um jeito que nenhum outro rail shooter consegue fazer.

Capa de Cena de Star Fox remakes the 2

O grande pulo do gato do Mizuguchi é a integração total entre a música techno e a gameplay. Em vez de você sair martelando botões como um louco, o ato de atirar vira um ritmo, quase como se você estivesse respirando junto com a trilha sonora. Você segura o botão, desliza o cursor e solta o tiro no tempo certo da batida, criando a música enquanto destrói os inimigos. É uma sensação eufórica que a gente também vê em outros sucessos do diretor, como Lumines e Tetris Effect, provando que o cara é um gênio em transformar interação em arte.

Capa de Cena de Star Fox remakes the 3

O mais louco de Rez é que ele consegue ser um jogo de tiro que é, ao mesmo tempo, pacifista e filosófico. Conforme você avança e limpa a corrupção de dados, seu avatar começa a ganhar forma, saindo de um amontoado de polígonos para se tornar uma figura humana brilhante, lembrando muito o Silver Surfer. Não é sobre vencer uma guerra, mas sobre desconstruir o conflito para encontrar a transcendência. É bizarro pensar que um jogo de trilho consegue te fazer refletir sobre a humanidade enquanto você ouve batidas de artistas como Coldcut e Adam Freeland.

Capa de Cena de Star Fox remakes the 4

Hoje em dia, a melhor forma de experimentar essa loucura é através do Rez Infinite, que está disponível na Steam, PS4, PS5 e Meta Quest. Se você tiver um headset de VR, a experiência é elevada a outro patamar, porque você literalmente se sente dentro daquela tempestade de luzes e sons. É o tipo de jogo que não envelhece porque ele não tentou ser realista, ele tentou ser uma sensação. Enquanto muitos jogos modernos flopam tentando imitar a realidade, Rez brilha criando a sua própria dimensão.

No fim das contas, o remake de Star Fox 64 é ótimo e com certeza vai agradar a massa, mas ele ainda joga seguindo as regras antigas do gênero. Já Rez Infinite quebrou todas as regras e criou um novo idioma para os games. É a prova viva de que um rail shooter pode ser meditativo, profundo e visceral ao mesmo tempo. Se você nunca jogou, está perdendo a chance de ter uma das experiências mais únicas da história dos videogames.

Meu veredito é simples: aproveitem o retorno do Fox McCloud e sua equipe, mas não cometam o erro de achar que o gênero termina ali. O verdadeiro rei continua sendo o projeto do Mizuguchi. É fascinante ver como a indústria oscila entre o comercial puro e a experimentação artística, e Rez é o lembrete perfeito de que a arte nos games acontece quando alguém decide arriscar tudo em uma ideia maluca.

Links Úteis

* Space Harrier * Rez Infinite na Steam * Rez Infinite no PlayStation

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