Sério, chega a ser cansativo esse jogo de 'estamos cozinhando algo' que a Sony Pictures e a Marvel Studios fazem com a gente. A gente assiste a cenas pós-créditos em Venom: Let There Be Carnage e Spider-Man: No Way Home, vê os dois universos quase se tocando, mas na hora de entregar o confronto real entre o Venom e o Spider-Man, eles ficam nesse suspense eterno. Para quem acompanha Notícias de cultura pop há anos, esse tipo de enrolação já virou rotina, mas a vontade de ver os dois 'Toms' na tela continua gigante.
Recentemente, a produtora Amy Pascal e o mastermind do MCU, Kevin Feige, deram as caras em um podcast e soltaram aquele tipo de resposta que deixa qualquer fã maluco e frustrado ao mesmo tempo. Quando questionados sobre o encontro de Peter Parker e Eddie Brock, a resposta foi basicamente 'tenham esperança'. Não deram data, não deram roteiro, mas deixaram a porta aberta, o que no mundo do cinema significa que o projeto está no radar, mas provavelmente travado em alguma reunião de contrato interminável.

A treta aqui é que o Venom do Tom Hardy ficou preso no chamado Sony's Spider-Man Universe (SSU), que é basicamente um universo de vilões tentando desesperadamente encontrar uma identidade sem ter o herói principal. Enquanto o Spider-Man do Tom Holland está integrado totalmente ao MCU desde Captain America: Civil War em 2016, o simbionte teve que se virar sozinho enfrentando caras como Riot, Carnage e Knull. Essa divisão aconteceu por causa de um acordo complexo de direitos autorais entre a Sony Pictures e a Marvel Studios, que permitiu que o herói fosse 'emprestado' para os Vingadores.
Mesmo com esse impasse, a Amy Pascal confirmou uma novidade que pegou muita gente de surpresa: a Sony Pictures está trabalhando em um filme animado do Venom. O projeto está nas mãos dos diretores Zach Lipovsky e Adam B. Stein, e a notícia mais quente é que o próprio Tom Hardy deve estar envolvido na produção. Ainda estamos falando de algo que vai demorar alguns anos para chegar aos cinemas, mas a ideia de ter o simbionte em animação abre portas absurdas para a criatividade visual.

Se a gente olhar para o histórico recente do SSU, a situação é bem contrastante. Tivemos tentativas que simplesmente flopou feio, como Morbius e Madame Web, que não conseguiram engajar o público e viraram meme na internet. Por outro lado, a Sony acertou em cheio com a franquia Spider-Verse, provando que eles sabem fazer animação de altíssimo nível. Se o filme animado do Venom seguir a pegada visual de Miles Morales, temos um potencial gigantesco aqui, longe daquela bagunça de CGI dos filmes live-action.

Outro ponto interessante discutido foi a integração de personagens de 'nível de rua', como o Demolidor e o Rei do Crime. O Kevin Feige deixou claro que não existem mais problemas de direitos impedindo que o Matt Murdock (interpretado por Charlie Cox) ou o Punisher do Jon Bernthal apareçam mais vezes no MCU. Ele admitiu que existem 'coisas para navegar', mas que a burocracia básica já foi resolvida, o que é ótimo para quem quer ver um Spider-Man mais urbano e visceral, longe das ameaças cósmicas do multiverso.

Olhando para o calendário, o hype deve subir com a estreia de Spider-Man: Brand New Day em 31 de julho. Logo depois, teremos o encerramento da trilogia do Miles Morales com Spider-Man: Beyond the Spider-Verse em 18 de junho de 2027. Com tanta coisa acontecendo no multiverso, é quase impossível que o Venom não apareça de alguma forma, especialmente se considerarmos o evento colossal que será Avengers: Secret Wars no próximo ano, onde todas as peças do tabuleiro devem se encontrar.
No fim das contas, a gente fica nessa posição de esperar que a Sony e a Marvel parem de brincar com a nossa cara e entreguem logo esse crossover. O Tom Hardy entrega um carisma absurdo como o Eddie Brock, e ver a dinâmica dele com o Tom Holland seria, no mínimo, icônico. Esperamos que a animação não seja apenas um 'plano B' por não conseguirem resolver os contratos do live-action, mas sim uma expansão real do personagem.

Meu veredito é que a Sony está tentando salvar a pele do seu universo compartilhado usando animação, já que os filmes de vilões não estão performando bem. Ainda assim, se o resultado for visualmente impactante e respeitar a essência do personagem, eu compro a ideia. Só espero que não transformem o Venom em um alívio cômico barato e mantenham a pegada anti-herói que a gente gosta.
Agora é segurar a expectativa e torcer para que esse 'tenham esperança' do Kevin Feige não seja apenas mais uma tática de marketing para manter a gente engajado enquanto eles decidem o que fazer com o orçamento. O multiverso é a desculpa perfeita para tudo, mas a execução é o que separa um clássico de um filme esquecível.


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