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Venom: The Last Dance domina Netflix e prova que Tom Hardy carrega a Sony

Olha, vamos ser sinceros: o universo de filmes da Sony ligado ao Homem-Aranha é uma bagunça completa. Enquanto a gente vê produções tentando forçar a barra para criar um cenário compartilhado, a verdade é que quase tudo flopou miseravelmente. Mas tem um ponto fora da curva que insiste em dar certo, e esse ponto é o Tom Hardy. O cara consegue transformar a bizarrice de um simbionte com crise de identidade em algo que o público realmente quer consumir, e os números recentes da Netflix provam isso.

Nós aqui da Gamer Elite vimos que Venom: The Last Dance simplesmente disparou no ranking de streaming, conquistando a segunda posição global. É impressionante como, mesmo com a saturação de filmes de heróis que a gente sente hoje em dia, a dinâmica entre o Eddie Brock e o Venom ainda consegue prender a atenção dos espectadores. Não é cinema de arte, mas é aquele tipo de entretenimento que você assiste sem culpa enquanto come um lanche, sabendo que o carisma do protagonista está fazendo todo o trabalho pesado.

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Se você parar para analisar a carreira do Tom Hardy, o cara é um camaleão. Ele já entregou performances viscerais em dramas premiados e detonou em Mad Max: Fury Road, mas é no papel do Eddie Brock que ele mostra sua versatilidade completa. Atuar sozinho em cena, conversando com uma voz na cabeça que só ele ouve, exige um timing cômico e dramático que poucos atores teriam. Ele conseguiu transformar um vilão clássico dos quadrinhos em um anti-herói adorável, criando um vínculo com os fãs que vai muito além de simples efeitos especiais.

O mais engraçado é comparar o sucesso de Venom com os outros projetos da Sony. Enquanto Morbius e Madame Web viraram piada interna na internet e serviram apenas como combustível para memes infinitos, a trilogia do simbionte persistiu. A proposta inicial de fazer um filme de vilão sem o herói principal era, no mínimo, arriscada e estranha, mas o compromisso do Hardy com o personagem deu a alma que faltava para a franquia não virar apenas mais um produto genérico de estúdio.

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Agora, vamos falar de dinheiro, porque os números são absurdos. O orçamento de Venom: The Last Dance girou em torno de $478 milhões, o que, convertendo para a nossa realidade, dá aproximadamente R$ 2,6 bilhões. É uma quantia colossal que mostra o quanto a Sony apostou todas as suas fichas nesse encerramento. Quando você vê esse valor, entende por que a empresa ficou tão aliviada ao ver o filme performando bem na Netflix, já que recuperar esse investimento exige que o conteúdo seja assistido em massa.

Mas aqui entra o meu pitaco: será que esse é mesmo o fim? O Tom Hardy já soltou que The Last Dance seria sua última aparição como o simbionte, mas quem acredita nisso em Hollywood? A gente sabe que se o hype continuar e o dinheiro entrar, eles dão um jeito de trazer o ator de volta. Além disso, tem aquela ponta solta gigantesca que ficou no MCU após a cena pós-créditos de Spider-Man: No Way Home, onde um pedaço do simbionte foi deixado para trás no universo da Marvel.

Imagem Cena de Tom Hardys 478M SciFi 3

Essa migalha de alienígena é a desculpa perfeita para um retorno triunfal. Com a chegada de Avengers: Doomsday e a promessa de conflitos multiversais trazendo de volta personagens da Fox, as chances de vermos o Venom cruzando caminhos com o Doutor Destino ou outros heróis são altíssimas. A Marvel adora reciclar ideias que funcionam, e o Venom é, sem dúvida, a peça mais lucrativa do tabuleiro da Sony no momento. Se quiserem mais detalhes sobre essas conexões, vale dar uma olhada na nossa seção de Notícias para acompanhar os rumores.

E para quem ainda não se despediu do personagem, tem novidade no forno. A Sony anunciou que um filme animado do Venom já está em desenvolvimento. O melhor de tudo é que o Tom Hardy não vai apenas emprestar a voz, mas está oficialmente como produtor do projeto, junto com a Kelly Marcel. Isso garante que a essência do personagem seja mantida, mesmo mudando de mídia, o que é um alento para quem gosta da dinâmica original da trilogia.

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No fim das contas, Venom: The Last Dance cumpre seu papel como um espetáculo visual e emocional para quem acompanhou a jornada do Eddie Brock. Pode não ser a obra-prima do cinema, mas é um exemplo de como um ator dedicado pode carregar um roteiro questionável nas costas e ainda assim entregar um sucesso de público. Para quem curte esse universo e joga títulos da Marvel no PlayStation ou no PC, ver essa conclusão no streaming é quase obrigatório.

Meu veredito é que a trilogia do Venom conseguiu ser a única coisa coerente no plano mirabolante da Sony. Enquanto as outras tentativas de criar um universo compartilhado floparam, o simbionte provou que tem força própria para sobreviver. Agora, fica a expectativa para ver se a Marvel terá a decência de usar aquele resto de simbionte no MCU de forma inteligente ou se vão apenas desperdiçar mais uma oportunidade de ouro.

Venom: The Last Dance
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