Se tem uma coisa que a gente aprendeu lidando com a Owlcat Games ao longo dos anos, é que os jogos deles são como vinho: podem começar meio ácidos e confusos, mas envelhecem absurdamente bem graças ao suporte pós-lançamento. Quem jogou os títulos de Pathfinder sabe do que eu estou falando. Agora, a galera do PC pode comemorar, porque Warhammer 40K: Rogue Trader acabou de receber um pacote de atualizações que não é brincadeira, trazendo a nova expansão The Infinite Museion e um patch de balanceamento que estava gritando para acontecer.
Para quem não está por dentro, o jogo é um monstro de CRPG, mas algumas escolhas de design iniciais deixaram certas builds com cara de piada. A Owlcat Games resolveu encarar o problema de frente e focou nos verdadeiros "queixos de vidro" do game: as classes de Operatives (Operativos) e Assassins (Assassinos). Até então, quem queria causar dano à distância ia de Soldier, e quem queria deletar inimigos no corpo a corpo preferia o Executioner. Os Operativos e Assassinos estavam simplesmente flopando perto da concorrência interna.
O grande pulo do gato desse patch está na mecânica de turnos. No Warhammer 40K: Rogue Trader, especialmente nas dificuldades mais brutais, a regra de ouro é abusar dos turnos bônus, geralmente concedidos pela classe Officer. A novidade é que agora as habilidades fundamentais (keystones) de Operativos e Assassinos funcionam durante esses turnos extras. Isso muda completamente a dinâmica do combate, transformando classes que eram "ok" em verdadeiras máquinas de guerra capazes de ditar o ritmo da batalha.
Além dessa mudança estrutural, a Owlcat Games deu um buff geral nas habilidades dos Operativos, deixando-os muito mais competitivos. Não é só um ajuste numérico bobo; é uma reformulação que permite que o jogador finalmente sinta a utilidade tática de ter um especialista no squad sem sentir que está desperdiçando um slot de personagem. É aquele tipo de ajuste que faz você querer recomeçar um save só para testar as novas combinações.
Mas não foram só as classes que levaram um upgrade. Vamos falar do Uralon the Cruel, aquele Chaos Space Marine que pode se juntar ao seu grupo se você decidir seguir o caminho do mal. Até agora, mecanicamente falando, o Uralon era bem caído, perdendo feio até para mercenários genéricos que você contrata por aí. Era frustrante ter um personagem com tanto potencial narrativo ser um peso morto no campo de batalha, mas isso acabou agora.
A Owlcat Games meteu a mão pesada no Uralon the Cruel, buffando seus atributos, a escala de progressão e, o mais importante, o seu loot pool. Agora ele consegue encontrar equipamentos que realmente condizem com o poder de um Space Marine do Caos, tornando-o um tanque e um causador de dano respeitável. Se você está fazendo aquele playthrough "vilão raiz", o Uralon agora é peça obrigatória no time.
Outro ponto que merece destaque são as correções de bugs. Tem notas de patch que são verdadeiras pérolas, como a correção que impede que interagir com objetos no esconderijo cultista em Rykad Minoris cause trauma infinitamente. Fora isso, o mais impressionante é que a desenvolvedora não aplicou nenhum nerf significativo. Eles não quiseram punir quem criou builds absurdas, como a combinação de Bladedancer-Executioners, permitindo que a gente continue quebrando o jogo se quiser.
Enquanto isso, a Owlcat Games continua operando em um ritmo insano. Além de cuidar de Rogue Trader, eles estão desenvolvendo The Expanse: Osiris Reborn (que promete ser um matador de Mass Effect) e o aguardadíssimo Warhammer 40K: Dark Heresy. É impressionante a capacidade desse estúdio de gerenciar múltiplos projetos densos de RPG sem perder a mão na qualidade do suporte técnico.
Eu confesso que, na época do lançamento, a gente foi bem rigoroso com Warhammer 40K: Rogue Trader, mas vendo a evolução do jogo e lembrando de como Pathfinder: Kingmaker e Wrath of the Righteous se tornaram alguns dos melhores CRPGs de todos os tempos, meu hype voltou com tudo. Estou atualmente mergulhado em centenas de horas de roleplaying nos jogos anteriores da empresa, e esse patch é o empurrão que faltava para eu voltar ao comando do meu navio.
O veredito é simples: se você abandonou o jogo porque achou o combate desequilibrado ou algumas classes inúteis, junho de 2026 é o momento perfeito para retornar. A expansão The Infinite Museion traz conteúdo fresco, e o balanceamento finalmente coloca a casa em ordem. É um RPG massivo, complexo e, agora, muito mais justo com as escolhas do jogador.
No fim das contas, a Owlcat Games provou mais uma vez que entende o que a comunidade de RPG quer. Eles não entregam um produto perfeito no dia um, mas entregam um produto que evolui e se torna lendário com o tempo. Preparem seus dados, ajustem suas armaduras e voltem para o universo sombrio do 41º milênio, porque a diversão agora está completa.
Você vai aproveitar esses buffs para testar uma build de Assassino ou prefere continuar com o combo apelão de Executioner? Deixe sua opinião nos comentários!