Sabe aquele tipo de reboot que a gente nem lembra que é um reboot? Pois é, a indústria do cinema adora pegar uma IP antiga só para sugar cada centavo possível dos fãs, seguindo aquela fórmula batida de Hollywood que, na maioria das vezes, acaba resultando em algo sem alma. Mas, de vez em quando, surge algo que não só reimagina a obra original, mas a enterra completamente com uma qualidade superior, transformando a versão nova no padrão ouro da franquia.
Nós aqui da Gamer Elite vimos que a trilogia The Equalizer finalmente aterrissou no catálogo do HBO Max no último 1º de julho, e olha, é o tipo de conteúdo perfeito para quem quer desligar o cérebro e ver um cara extremamente competente resolvendo problemas na base da porrada. Para quem não sabe, a parada começou lá atrás, em setembro de 1985, com uma série da CBS estrelada por Edward Woodward. Naquela época, o Robert McCall era um ex-espião do governo dos EUA que virou um justiceiro de aluguel em Nova York, literalmente colocando anúncios em jornais para ajudar pessoas comuns a bater em criminosos e policiais corruptos.

Passaram-se 25 anos até que o lendário Denzel Washington assumisse o papel de Robert McCall nos cinemas. A pegada mudou um pouco: agora ele não é mais um justiceiro com "número de telefone para contato", mas sim um cara que tenta viver discretamente trabalhando em uma loja de ferragens, ajudando os colegas a emagrecer e fingindo que seu passado como assassino de elite não existe. É aquele clichê do \"velho perigoso\" que a gente ama, onde o cara só quer paz, mas o destino insiste em colocar bandidos no caminho dele.

No primeiro filme, a história engrena quando o Robert McCall decide proteger uma jovem prostituta que foi brutalmente espancada por seu cafetão. O problema é que esse cafetão não era um amador, mas parte da máfia russa, o que força o nosso protagonista a tirar a poeira do seu treinamento especial. A satisfação de ver o Denzel Washington limpando o chão com a máfia usando objetos domésticos é um hype absurdo que carrega o filme do início ao fim.

A sequência em 2018 aprofunda mais no passado misterioso do personagem e o coloca em uma posição mais ativa de vigilante, enquanto o terceiro capítulo leva a ação para a Itália. No filme mais recente, o Robert McCall se envolve em uma missão para recuperar dinheiro de um cyber-assalto, mas acaba, mais uma vez, enfrentando a máfia local. Curiosamente, este terceiro filme é o mais aclamado pela crítica, apesar de ter boa parte dos diálogos em italiano, o que exige um pouco mais de atenção dos espectadores.

Se você curte filmes como John Wick ou Nobody, The Equalizer segue a mesma vibe de \"ex-agente secreto que virou cara comum\". A grande diferença aqui é a presença do Denzel Washington, que entrega uma performance visceral. Ele consegue ser humano e adorável em um momento e, no segundo seguinte, transformar-se em uma máquina de matar fria e eficiente, sem a menor empatia por quem merece a surra.
Outro ponto crucial é a direção de Antoine Fuqua, o mesmo cara que trabalhou com o Denzel em Training Day (que inclusive rendeu o Oscar merecido ao ator em 2001). A química entre diretor e ator é evidente, transformando roteiros que poderiam ser genéricos, escritos por Richard Wenk, em experiências cinematográficas sólidas. Embora não sejam obras-primas da filosofia, são o puro suco do entretenimento de pipoca com cenas de ação competency e bem coreografadas.

No fim das contas, ter a trilogia completa no HBO Max é um baita upgrade para quem busca ação de qualidade sem precisar garimpar em vários serviços. É aquele tipo de maratona que não cansa, porque o ritmo é frenético e a sensação de justiça sendo feita é gratificante. Se você ainda não viu, corre lá, porque é impossível não ficar impressionado com a aura de bad-ass que o Robert McCall exala.
O veredito final é simples: se você gosta de ver vilões arrogantes descobrindo da pior maneira possível que mexeram com a pessoa errada, essa trilogia é obrigatória. Denzel Washington prova mais uma vez que consegue carregar qualquer franquia nas costas apenas com o olhar e a presença de cena. É diversão garantida, sem frescura e com muita pancadaria.


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