Se você acha que a HoYoverse só sabe fazer joguinho de anime colorido para celular, prepare-se para tomar um choque de realidade. A gigante chinesa, dona de sucessos como Genshin Impact e Zenless Zone Zero, resolveu chutar o balde e expandir seus horizontes de um jeito que ninguém esperava. Eles acabam de apresentar Nodusfall, um título que foge completamente de tudo o que a empresa já produziu até hoje, trocando a estética vibrante por algo muito mais denso e sombrio.
O anúncio rolou durante a Gamescom 2026 e, logo de cara, o que mais chama a atenção é a mudança visual drástica. Esqueça os traços de desenho japonês; aqui temos gráficos fotorrealistas com uma pegada gótica e melancólica que lembra demais a vibe da FromSoftware. A internet rapidamente começou a rotular o jogo como um "Elden Ring encontra Monster Hunter", mas depois de analisarmos a fundo, esse hype parece ser mais superficial do que real.

No gameplay, Nodusfall se revela como um jogo de ação cooperativo para até quatro jogadores. Tivemos a chance de testar classes bem distintas: temos a Suixi, que foca em arco; o Grahmer, que carrega uma espada larga colossal; a Qiong, outra arqueira; e o guerreiro clássico de espada. Um detalhe interessante é que você pode personalizar suas habilidades antes de ir para o campo, permitindo que até personagens de ataque carreguem magias de cura em área para não dependerem de um healer dedicado.
A estrutura do jogo bebeu pesado da fonte de Monster Hunter. Você tem uma vila base composta por tendas em plataformas de madeira encravadas em montanhas e cavernas, onde rolam os upgrades de equipamento, interações com mercadores e a famosa lousa de missões. Basicamente, o ciclo é: pegue uma quest, rastreie um bicho gigante e tente não morrer no processo. É a fórmula clássica que a gente ama, só que sem os gatos cozinheiros por enquanto.

Quanto ao combate, a coisa fica mais interessante e é aqui que a comparação com Elden Ring cai por terra e entra o feeling de Final Fantasy 16. O sistema de parry é bem peculiar: em vez de apertar um botão no timing exato, você carrega um ataque pesado e solta bem na hora do impacto para gerar um "clash" com o inimigo. As habilidades especiais são ativadas via bumper e têm cooldowns, resultando em lutas fluidas, embora a gente sinta que os golpes básicos ainda faltam aquele "peso" visceral para serem perfeitos.
Durante a missão "Purge Evil Spirits", pudemos explorar o mundo aberto montados em criaturas equinas fantásticas. Para a alegria dos trolls e tristeza dos fãs de Elden Ring, as montarias aqui não dão pulo duplo. O primeiro grande desafio foi o Quongqi, um grifo de quase 10 metros de altura com três barras de vida e a capacidade de invocar tornados, que nos forçou a usar cada gota de estratégia (e a cura que slotamos) para derrubá-lo em um lago subterrâneo dramático.

O ponto alto da experiência são as "Execuções Conjuntas". Quando você enfraquece um boss no coop, o grupo pode desferir ataques combinados absurdamente chamativos. Vimos, por exemplo, a invocação de um gigante espectral que esmaga o pescoço do inimigo com um machado colossal. O ápice foi a luta contra o dragão Maldrake e seu cavaleiro, o Maldrake Knight, que invoca espadas de luz gigantescas, transformando a batalha em um espetáculo visual digno de PlayStation ou PC de última geração.
Olhando para o todo, é arriscado a HoYoverse abandonar sua zona de conforto. O público deles é acostumado com o gacha e o visual anime, e migrar para um action RPG fotorrealista pode ser um tiro no pé ou a jogada de mestre para conquistar o público hardcore de Notícias de games. Se eles conseguirem polir o peso do combate e não transformarem tudo em microtransações abusivas, temos um potencial hit nas mãos.

No fim das contas, Nodusfall não quer ser um "Soulslike", apesar do visual gótico. Ele quer ser um espetáculo de ação cooperativa com escala épica. A comparação com Final Fantasy 16 faz muito mais sentido porque o foco está na coreografia e no impacto visual das magias do que na punição extrema de morrer para um mob qualquer. É a HoYoverse tentando provar que consegue fazer qualquer coisa, desde um simulador de vida anime até um caçador de monstros sombrio.
Agora ainda não se sabe se esse novo rumo vai emplacar ou se vai flopar por ser "estranho demais" para a base de fãs atual. De qualquer forma, ver a empresa saindo da bolha é refrescante e mostra que eles têm ambição de dominar todos os gêneros possíveis. Se você curte coop e lutas contra bosses gigantes, esse é o jogo para ficar de olho nos próximos meses.




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