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O meme virou real: Alguém conseguiu rodar Doom em uma câmera Canon antiga

Se você vive na internet há algum tempo, sabe que existe uma lei universal não escrita no mundo da tecnologia: se o aparelho tem uma tela e um processador, alguém, em algum lugar, vai tentar rodar Doom nele. Já vimos esse clássico de 1993 em calculadoras, testes de gravidez e até em impressoras, mas a galera não para de se superar. É aquele tipo de desafio que não serve pra absolutamente nada na prática, mas que gera um hype absurdo na comunidade porque é puramente por esporte e ego técnico.

Recentemente, nós aqui da Gamer Elite descobrimos que esse nível de insanidade atingiu as câmeras fotográficas. Um desenvolvedor chamado lauris-nl conseguiu a façanha de portar o jogo para a Canon EOS 550D, também conhecida como Rebel T2i. Para quem não lembra, essa câmera foi lançada lá em 2010, o que no mundo da fotografia pode ser antigo, mas no mundo do hardware é basicamente uma peça de museu.

Imagem Cena de A 16YearOld <strong>Canon</strong> DSLR 1

Essa obsessão por rodar o jogo em qualquer lugar é tão grande que existe até um subreddit dedicado exclusivamente a isso. É fascinante ver como a comunidade de Notícias de hardware se move por esse tipo de modificação. Não se trata de performance ou de ter a melhor experiência de gameplay, mas sim de provar que a barreira entre um dispositivo de captura de imagem e um console de jogos é mais fina do que a gente imagina.

Para fazer essa mágica acontecer, o desenvolvedor não precisou de um chip externo ou de gambiarras físicas complexas. Ele utilizou o Magic Lantern, que é um firmware de código aberto feito para desbloquear funções extras de fotografia nas câmeras da Canon. Originalmente, a ferramenta serve para coisas sérias como focus peaking e melhorias na gravação de vídeo, mas quem disse que ela não poderia servir para massacrar demônios no inferno?

Imagem Cena de A 16YearOld <strong>Canon</strong> DSLR 2

O mais bizarro é que a adaptação ficou surpreendentemente funcional. O controle foi mapeado de forma intuitiva: o direcional da câmera move o personagem, o botão Set serve para atirar e os botões de Menu e Display cuidam das pausas e configurações do jogo. É aquele tipo de solução simples que funciona e faz você pensar por que as fabricantes não colocam mini-games nos menus de configuração dos aparelhos.

E se você acha que a experiência é muda, se enganou feio. A Canon EOS 550D possui um alto-falante interno, então os sons de tiros e os gemidos dos zumbis saem diretamente da câmera. Imagina você num evento, fingindo que está tirando fotos de paisagem, mas na verdade está concentradíssimo tentando limpar um nível de Doom. É o ápice do gaming furtivo, embora o barulho dos monstros provavelmente entregue a jogada na hora.

Imagem Cena de A 16YearOld <strong>Canon</strong> DSLR 3

Mas ó, um aviso importante para quem resolveu dar um pulo no eBay para comprar uma câmera vintage e tentar isso: cuidado para não brickar seu equipamento. O lauris-nl foi bem enfático ao dizer que esse hack só funciona especificamente no modelo 550D e, mais ainda, apenas na versão de firmware 1.0.9. Tentar instalar isso em outra versão ou modelo é pedir para transformar sua câmera em um peso de papel bem caro.

Para quem não achou uma 550D por aí, a loucura não para por aí. Outro desenvolvedor, o DaneBentley, já conseguiu aplicar o mesmo truque na Canon PowerShot SD1000, uma câmera point-and-shoot de 2007. Ou seja, a vontade de transformar qualquer coisa que tire foto em um console de Shooters é real e está se espalhando como um vírus entre os programadores.

Imagem Cena de A 16YearOld <strong>Canon</strong> DSLR 4

É engraçado pensar que, enquanto a gente discute se o PC ainda é a melhor plataforma ou se as versões de Steam estão com preços abusivos, tem alguém gastando horas de vida para fazer um jogo de 30 anos atrás rodar numa câmera digital. Isso prova que o Doom não é apenas um jogo, mas um padrão de medida para a computação moderna. Se roda Doom, o hardware é válido.

No fim das contas, esse tipo de projeto é a alma da cultura gamer e do modding. É a curiosidade pura, o desejo de quebrar as limitações impostas pelas empresas e transformar ferramentas de trabalho em brinquedos. Pode não ter a resolução de um 4K ou a fluidez de 60fps, mas a satisfação de ver um Cacodemon na tela de uma DSLR é impagável.

Meu veredito é que isso é absolutamente inútil e, por isso mesmo, é genial. Não precisamos de Doom em câmeras, mas queremos que ele esteja lá. É a celebração do absurdo técnico que mantém a comunidade viva e sempre buscando a próxima fronteira do impossível.

Links Úteis

* Reddit r/itrunsdoom
Doom
Site Oficial

Doom

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