Fala galera, aqui quem fala é um veterano que já viu muita placa de vídeo fritar tentando rodar títulos ambiciosos. Desta vez, o novo vídeo de Total War: Warhammer 40,000 que pintou no BiliBili World deixou todo mundo de queixo caído, mas também preocupado com a conta de luz e a saúde do hardware. Estamos falando de um espetáculo de estratégia que parece elevar o nível de destruição a um patamar que o PC comum vai ter dificuldades para encarar sem pedir arrego.
A movimentação de um Ork Stompa em campo, acompanhado por uma horda incessante de Orks, entrega aquele hype visceral que a franquia Warhammer 40K merece. Porém, ao observar as quedas perceptíveis na taxa de quadros durante as explosões mais intensas, fica claro que a Sega está apostando alto na fidelidade visual e na física de partículas, o que pode exigir investimentos pesados em componentes de última geração.

O grande destaque, além da carnificina, é o sistema de cobertura que a equipe de desenvolvimento implementou, trazendo uma camada tática muito mais profunda do que o visto em títulos anteriores da série Total War. Ver os soldados se dividirem em esquadrões menores para ocupar barricadas ou se posicionarem nos andares superiores de ruínas destrutíveis mostra que o design de níveis foi pensado para ser dinâmico e implacável.

Não dá para ignorar a presença dos Ogryns, que ignoram qualquer tática de defesa ao avançarem como tanques humanos, destruindo obstáculos e transformando o campo de batalha em um verdadeiro caos geométrico. Se os Sentinel walkers já davam um tom épico, a animação de vaulting dos soldados comuns mostra que a Creative Assembly está focada em polimento, mesmo que isso custe preciosos 60fps em momentos de alta densidade de unidades.

O realismo das batalhas na Armageddon Theatre alcança um nível onde o jogador precisa ser frio e calculista para manter suas tropas vivas. É aquele típico cenário de grimdark onde o custo de uma vitória pode ser um batalhão inteiro de Imperial Guardsmen, cujas vidas, lore à parte, valem tanto quanto as barricadas que eles tentam desesperadamente proteger antes de serem estraçalhados por artilharia pesada.

, embora o visual esteja deslumbrante, o preço de entrada para rodar essa monstruosidade de otimização no 4K provavelmente passará dos R$ 5.000 em uma placa de vídeo de ponta. Estamos falando de uma experiência que vai exigir muito das CPUs modernas devido ao processamento massivo de unidades e pathfinding, algo que sempre foi um desafio na engine da franquia.

A questão permanece aberta sobre se teremos otimizações de DLSS ou FSR no lançamento para garantir que a experiência não seja um desastre de performance. A Sega ainda não revelou os requisitos de sistema, mas o que vimos até agora indica que quem ainda está rodando um setup de 5 anos atrás pode precisar começar a economizar desde já.
De qualquer forma, a fidelidade artística da ambientação da Games Workshop está impecável, capturando a essência da guerra eterna do universo de Warhammer. A capacidade de ver cada detalhe da armadura sendo atingida ou a destruição procedural dos cenários compensa, em parte, o medo de ver o medidor de temperatura da placa subir para níveis perigosos.
O que temos aqui é um marco técnico para o gênero de estratégia em tempo real. Se o gameplay entregar tudo o que promete em termos de profundidade e escala, Total War: Warhammer 40,000 será um dos marcos desta década no PC, mesmo que ele se torne o novo padrão para testar limites de hardware.
Agora só nos o lançamento está previsto por mais novidades sobre o lançamento e, claro, ver se o estúdio trará um patch de otimização agressivo até a data de estreia oficial. No fim das contas, a guerra não espera por ninguém, mas a nossa carteira agradeceria se o jogo fosse um pouco mais gentil com o hardware.



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