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O Flop que Virou Regra: Como Green Lantern Previu o Futuro dos Trajes em CGI

Cara, vamos ser sinceros: a DC passou boa parte dos anos 2010 tentando acertar a mão nos super-heróis e, na maioria das vezes, ela simplesmente flopou. Enquanto a Marvel estava lá, tranquilamente, construindo o caminho até Avengers: Endgame, a Warner parecia estar jogando um jogo de azar. Tivemos o Christopher Nolan entregando a obra-prima que é The Dark Knight, mas logo depois ele veio com a confusão mental que foi The Dark Knight Rises. E nem me façam começar a falar do Zack Snyder, que pegou o Superman e transformou o cara no herói mais depressivo da história em Man of Steel e Batman v. Superman. Foi uma era de altos e baixos, mas com muito mais baixos do que altos.

Mas, se a gente olhar para aquele cemitério de produções medíocres, como Suicide Squad e a primeira versão de Justice League, existe um campeão isolado no quesito 'desastre visual': o Green Lantern de 2011. O filme tenta contar a jornada do piloto de testes Hal Jordan, interpretado pelo Ryan Reynolds, que vira um membro da Green Lantern Corps. No papel, a ideia era animal, mas na execução... Bom, a gente lembra. O filme foi massacrado por tudo: roteiro complexo demais, personagens rasos e, principalmente, aquele traje que parecia ter sido renderizado num PC da época do Windows XP.

Capa de Cena de 15 Years Later Green 1

O maior problema aqui foi que a Warner resolveu fazer o traje do Hal Jordan inteiramente em CGI. Na época, a galera odiou. O efeito de brilho verde era distraente e não tinha textura nenhuma que lembrasse algo real. A sensação era a de que o Ryan Reynolds era apenas uma cabeça flutuando em um cenário digital, sem peso, sem substância, apenas um boneco de luz. Foi um erro grotesco de direção de arte que fez o filme virar piada rapidamente entre os fãs de quadrinhos, que queriam algo mais tátil e menos 'filtro de Instagram' de 2011.

Capa de Cena de 15 Years Later Green 2

E não podemos esquecer dos detalhes bizarros, como a máscara verde neon e o fato de o traje ter dedos individuais nos pés em vez de botas. Isso dava um aspecto cartunesco que não batia com o tom do filme, criando um vale da estranheza que incomodava qualquer um que assistisse. Nós aqui da Gamer Elite lembramos bem de como isso foi zoado em fóruns na época. Parecia que a produção não sabia se queria fazer um filme épico de ficção científica ou um episódio de desenho animado com orçamento infinito, mas sem critério nenhum.

Capa de Cena de 15 Years Later Green 3

Agora, peguem a visão: apesar de todo o ódio, o Green Lantern acabou prevendo o futuro. Se a gente olhar para Iron Man em 2008, a Marvel Studios começou com trajes práticos feitos pelo Stan Winston Studio. Mas, com o tempo, a Industrial Light and Magic começou a recriar essas armaduras digitalmente para conseguir ângulos de câmera que seriam impossíveis com metal real. A transição foi gradual, mas o destino foi o mesmo: menos borracha e metal, mais pixels e renderização digital.

Capa de Cena de 15 Years Later Green 4

O salto definitivo aconteceu em Captain America: Civil War em 2016. O traje do Spider-Man do Tom Holland foi inteiramente digital porque o ator foi escalado tão tarde que não deu tempo de costurar um uniforme sob medida. O que era uma gambiarra virou padrão. Nos filmes seguintes do Aranha, o traje continuou sendo majoritariamente CGI. Em 2019, chegamos ao nível em que até os trajes de viagem no tempo de Avengers: Endgame eram completamente digitais, com o design sendo finalizado já na pós-produção. Ou seja, a Marvel adotou exatamente a mesma filosofia que fez o Green Lantern ser odiado.

Claro que hoje em dia a gente vê uma certa reação negativa a isso. Filmes como Spider-Man: Brand New Day voltaram a apostar em trajes práticos porque o público cansou de ver heróis que parecem personagens de videogame de PS4 em cenários hiper-digitais. A Marvel tem sofrido críticas pesadas pela qualidade dos efeitos visuais ultimamente, e esse retorno ao 'tátil' é um reconhecimento de que o excesso de CGI tira a alma da cena. É aquele velho dilema: a tecnologia existe, mas se você não souber usar, fica tosco.

No fim das contas, é irônico pensar que aquele filme que a gente amava odiar foi, na verdade, um visionário. A tecnologia de 2011 simplesmente não estava pronta para entregar o que a Warner queria, e o resultado foi aquele desastre verde fluorescente. Talvez a gente tenha sido duro demais com o Green Lantern, ou talvez ele só tenha sido o experimento necessário para que a indústria entendesse onde estava a linha entre o 'moderno' e o 'estranho'.

Meu veredito final? O filme continua sendo um flop monumental em termos de roteiro e atuação, mas visualmente ele foi o 'paciente zero' de uma tendência que dominou o cinema por uma década. É engraçado ver como a indústria gira: começamos com o prático, fomos para o digital total e agora estamos implorando para que tragam a borracha e o tecido de volta. No fim, a lição é clara: não importa o quanto você tenha de CGI, se não tiver textura e peso, o espectador vai sentir que está vendo um filtro barato.

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* Discussão sobre CGI em Green Lantern * Opiniões sobre os trajes do Lanterna Verde * Evolução dos trajes digitais

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